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(E as teorias malucas que temos na praia!) por Rolinha
Esse calor carioca nƒo estß fazendo bem. Eu e minha namorada, depois de discutir a rela‡ƒo - dos outros, porque a nossa a gente jß nƒo ag’enta mais discutir - fomos pra praia. Nossos miolos come‡aram a derreter. Ğ incrvel, mas diante do clima senegalŠs, come‡amos at‰ a concordar em algumas coisas. |
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Ficamos estirados na canga, reparando num ritual que quase ningu‰m se dß
conta. Ğ aquela situa‡ƒo: vai todo mundo pra praia. Da, enquanto os pertences
estƒo sendo despejados na areia, um homem se adianta pra fixar a barraca
na areia. Ele pega a parte de baixo e come‡a a fazer movimentos circulares
pra afundar a vareta. Da chega uma hora que ele acha que tß bom e joga
a areia pra firmar. Quando ele vai encaixar a parte de cima chega algu‰m
que ficou observando e manda: "Vem cß, acho que nƒo ficou muito bom" e tenta
enterrar mais ainda. Da o primeiro vai e enterra mais ainda. Entƒo eles
concordam e colocam a parte de cima, enfim. Da ela voa na primeira rajada.
As meninas ficam olhando pro sujeito e fazem aquela cara de "PŸ, tu nƒo sabe mesmo enterrar..." Imediatamente instala-se um sutil constrangimento no local. Muito do pat‰tico circo sexual em que vivemos pode ser exemplificado nessa tpica situa‡ƒo. Depois ficamos olhando prum cƒo salsicha que estava sendo carregado que nem uma bolsa por uma menina. Fiquei pensando que, assim como o cƒo ‰ o melhor amigo do homem, a bolsa ‰ a da mulher. Da pensei na inutilidade do projeto Genoma. Pra que mapear o cdigo gen‰tico se as c‰lulas jamais vƒo consultar um mapa na vida? Nƒo enquanto elas acharem mais fßcil perguntar pros rgƒos, pros glbulos ou pras mol‰culas locais. Poderiam entƒo criar intercesses gen‰ticas com o intuito de criar solu‡es prßticas para problemas do cotidiano. Tipo criar uma bolsa-cachorro. Ela ficou empolgadssima com a possibilidade de guardar a maquilagem, o celular, o Tampax, aqueles pap‰is in”teis, plulas e a carteira no seu cachorro. Quando ela fosse dan‡ar nƒo ia precisar ficar amontoando um monte de bolsas no meio da rodinha. Rodinhas sƒo um saco. Ela s ia mandar sua bolsa sentar num canto e ficar lhe esperando. Ia ser tudo! Namoros podem ser divertidos.... * Rolinha ‰ amigo e consultor do 02 neurŸnio para assuntos machos. Colabora com o zine desde os tempos da cola Prit e chegou at‰ a passar um dia usando um modess para contar para a ra‡a masculina como ‰ que era! Fundou o zine "02 Testculo", que s teve uma edi‡ƒo que hoje em dia vale uma forturna, por ser artigo de colecionador. |
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>>Os
deveres do namorado moderno >>Pr‰-adolescŠncia masculina ‰ mist‰rio para garotos! >>As mulheres que imitam o que os homens têm de pior >>Homem tamb‰m se preocupa com roupa!!!! >>O e-mail como carrasco do amor >>A infelicidade é ter pau fino >>Antipatias de Fim de ano >>A fun‡ƒo da vaca na humanidade >>Cutcula! >>Sim ‰ nƒo e nƒo ‰ sim >>Ou dogma ou desce! |
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