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Você acorda atrasada, vai na padaria, passa no banco, vai para o trabalho, sai do trabalho, vai jantar, vai para a balada. Da balada, vai tomar um café. A gente ja cansou de dizer que vivemos nessa jornada dupla, tripla, quádrupla (agora lembrei daquele saque do Bernard, Jornada nas Estrelas. Alguém lembra?). Mas, bem, não era disso que eu falava, é que eu ando trabalhando muito, tomando muito café, devo estar ficando louca!!!!! Mas o lance é que a correria é tanta que a gente raramente tem tempo de trocar de roupa. Até o nosso banho é meio rápido. Mas como não somos organizadas, não somos daquelas pessoas que andam com uma mala de roupas e maquiagens no carro para trocar de roupa no banheiro da firma (inclusive porque não temos carro). E como esse poder de gente organizada até nos irrita, o jeito é virar bagaceira. Bagaceira forever!
Aos poucos, as pessoas passam a reconhecer que você é uma bagaceira e nem estranham mais quando você adentra uma reunião com o seu jeans, sua camiseta meio amassada e o tênis de sempre. Esse acaba virando o seu estilo. O máximo que eu consigo lembrar de levar na bolsa é um batom. E um casaquinho tipo Adidas. O dia em que consigo passar em casa e me arrumar vira tipo um milagre. E isso tem até um lado bom, pois os meninos reparam que tem alguma coisa estranha em você aquele dia. E o dia em que você consegue acordar a tempo de vestir uma roupa ok para o trabalho é uó. Seus colegas dizem, nossa, hoje você está arrumada. E a realidade de que você sempre está bagaceira pesa nos seus ombros. Sim, porque a gente é bagaceira por causa das circunstâncias. Na verdade, a gente queria estar sempre com a unha pintada e a sobrancelha feita. Mas talvez fique para outra vida... |
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