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SEXO E DROGAS
COMBINAÇÃO NEM SEMPRE EXCITANTE

Por Raq Affonso

Sexo e drogas quase sempre estão juntos no nosso sexo eventual de final de século. Por quê? Bom, tente se lembrar das suas últimas cinco trepadas. Se não conseguir, é porque você detonou e nem se lembra de nada, né? É que quase sempre rola algum aditivo nas preliminares. Ou você chamou aquele pretendente pra tomar uma cerveja, ou combinou de sair pra fumar um baseado, ou marcaram de ir pra uma rave e antes tomar um ecstasy. E o que acontece, é que nem sempre essas combinações dão certo. Muitas vezes rolam broxadas, amnésias alcóolicas, diarréias e efeitos colaterais estranhos. Ah, de vez em quando também rolam uns orgasmos. A seguir, relatos de histórias verídicas envolvendo sexo e drogas, com finais meio bizarros. *

"Pô, são só uns tirinhos!"
Essa é uma história cheia de blackouts. Na primeira vez que eles ficaram, ela não se lembrava no dia seguinte. Tinha bebido muita tequila. A amiga chegou na beira da cama, de manhã e falou: "Se lembra com quem você ficou ontem?".

"Opsss...eu fiquei com alguém?", disse a desmemoriada. Bom, a história continuou rolando, mas nem ela nem ele conseguiam ter ânimo pra transar, pois sempre estavam ruins. Ela bêbada e ele cheirado. É, o rapaz adorava dar uns tirinhos. Bom, finalmente um dia resolveram combinar uma data pra transar. Sem usarem aditivos antes. No dia marcado para o ato sexual em si, o rapaz chega e comenta:

"Vou no banheiro dar uns tirinhos".

"Ih, já vi o que me espera", previa a mina, imaginando que pau de rapazes cheirados costumam ser moles, muito moles. Dito e feito. Na hora do sexo, nada. Beijos, boquetes, punheta e nada. O jeito foi dormir. E não combinar de transar com rapazes que resolvem cheirar nas preliminares.

 

"Ecstasy laxante"
Já estava tudo armado. Ele topou ir na rave e com certeza ia rolar. Mas pra dar um plus a mais, nada melhor do que tomar um ecstasy. Sempre era melhor, dava mais tesão, o cara ficava mais soltinho, era uma loucura. Horas e mais horas de sexo. Pelo menos, era o que tradicionalmente acontecia. Mas não nesse dia. Depois que ele tomou o E, ficou todo animadinho. Ela mais ainda. Começaram a dançar e todo mundo muito louco até que a parada bateu. Mal. Só que ele não falou. Disse apenas:

"Preciso dar um pulinho no banheiro".

E por lá ficou durante muito tempo. A menina estranhou:

"Será que ele fugiu? Desmaiou? Vomitou?".

Não, nada disso. Ele ficou mesmo foi com uma puta diarréia. Das brabas, aquele tipo que é melhor você nem sair do banheiro pra não passar vexame. Ela pediu pra um espião ir ao banheiro e descobrir. Depois do ocorrido, nada mais de sexo e nem de nada, porque ela teve ataque de riso. Ah, ela resolveu parar de dar ecstasys pros pretendentes. Pelo menos pros que têm intestino solto.

 

"Será que eu dei?"
A festa tinha sido armada só pra ela conseguir ficar com ele. Isso mesmo! Arrumar uma festa inteira pra ter um motivo pra encontrá-lo e transar com o indivíduo. Realmente as mulheres não medem esforços quando querem uma coisa. Principalmente se for um pau. Pois bem: ele foi. Mas chegou bem atrasado. Enquanto isso, a anfitriã, nervosa, bebia. Cerveja, tequila e Martini. Quando ele chegou ela já estava bem bêbada. E eles continuaram bebendo. Bastante. Afinal, o álcool deixa a pessoa mais soltinha, sem censura, estado ideal pra agarrá-lo. E foi isso que ela fez, e na sequência levou-o pro seu quarto.

Depois....bom, depois ela acordou no dia seguinte. Dormindo sozinha. Mas sem roupa e também sem as lembranças do que tinha acontecido na madrugada anterior. Amnésia alcóolica de altíssimo grau. E sem nenhuma testemunha ocular, afinal o guapo tinha saído fora. A roomate deu uma sugestão: procurar uma camisinha. Seria a prova de que tinha rolado sexo. Elas começaram a procurar e nada.

"Vai ver que não rolou nada", ela falou, já meio conformada em ter dado uma festa, gastado dinheiro, pra na hora H não se lembrar nem se tinha dado. Daí, ela resolveu fechar a janela e ela estava lá, impávida, com o tradicional nó. Cheia.

"Dei!!!!", gritou, comemorando com a camisinha na mão. A única dúvida que ficou foi: "Qual era o tamanho do pau?". Mas essa não deu pra saber, porque não rolou mais nada com o indivíduo em questão.

 

* Nenhuma das histórias terá nomes pra não comprometer as pessoas envolvidas e também pra não queimar meu filme.

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