Publicidade

A MOÇA E SEUS PROBLEMAS FUCK FOREVER

RAPAZES, INCRÍVEIS E ABORÍGENES

A CHARLATÃONDE? QUANDO? QUEM VAI?
DO IT YOURSELF CONVERSA DE MANICURE

ÚLTIMAS BOBAGENS 02N APROVA/REPROVA

CORREIO DO AMOR FASHION DESCONTROL

QUEM SOMOS FALE COM A GENTE CLASSIFICADOS
02 TESTÍCULO ESPECIAIS ANUNCIE LOJINHA





>> textos sobre a raça masculina e seus efeitos colaterais <<

Antes do passado ser passado, o veludo molhado jß cheirava a mofo
por Neuza Paranhos

Os anos 70 foram um tempo muito, muito cafona. Pra vocŠs fazerem uma id‰ia, a gente jogava porcarias no chƒo sem a mnima dor na consciŠncia! E fumava bonito cigarres fedorentos: Hollywood, Minister, Chanceler (o fino que satisfaz). Tra‡ßvamos junkie food - os hamb”rgueres eram nossos preferidos. Eu mesma tinha um pŸster da Suzie 4 cercada por d”zias deles, faminta e sorridente! O mundo era foda. E acho que se nƒo fosse por isso, o punk nƒo teria rolado. Ou vocŠs acham vißvel Sid Vicious separando as seringas pro lixo reciclado?

















Sim, queridas, antes do passado ser passado, o veludo molhado jß cheirava a mofo. E a gente achava normal ouvir trilha sonora de novela. E ir em bailinhos em que o auge era dan‡ar uma lenta com um garoto que era a cara do David Cassidy. Ainda hoje fico arrepiada quando descubro algum nerd com aquele corte de cabelo. Uma coisa assim, repicada na frente e de franjinha. A essas alturas, vocŠs devem estar vomitando... Ôtimo! Sinal de que pegaram o clima!
Os anos setenta foram um cadßver se decompondo. E eu era a florzinha que nasce do lixo. Desabrochando para a vida e o amor. Ao som de uma baba qualquer do Jackson Five.
E tudo teria continuado nessa pasmaceira se eu nƒo tivesse me apaixonado pelo trisavŸ do Beavis & Butthead.
Fora ter corpo de homem û afinal era repetente e quatro anos mais velho do que ns naquela maldita oitava s‰rie û ele era tƒo podre quanto. Mas sua risada ganhava em imbecilidade. E, quando os garotos se jogavam uns em cima dos outros no jogo de rugby û infelizmente nƒo podiam se jogar em cima de ns, as meninas û, ele sempre ganhava a parada. E ficava ganindo uma esp‰cie de risada de hiena enquanto subjulgava uns seis ou sete.
Ð claro que essa exibi‡ƒo cotidiana de masculinidade acabou me ganhando. E fiquei doente de paixƒo. Aos 14 anos, eu era uma adolescente normal. Pßlida, com pouca vitalidade. Tmida de morrer, com a testa û que eu escondia atrßs da franja û lotada de espinhas. Nƒo conseguia nem pensar no homem da minha vida sem ficar vermelha. Imaginem meu estado quando ele falou comigo e convidou pro seu aniversßrio! Agosto de 1976.
A festa seria no sßbado. Na ter‡a, sa pra comprar a roupinha. Escolhi uma saia longuete de veludo bege. E botas marrons para combinar. Usei com uma jaqueta de crochŠ que a minha av tinha feito e uma cacharrel verde. No dia, caprichei no blush e tomei um banho de patchouli. Comecei a tremer ßs cinco da tarde, e castiguei no BallantineÆs lß de casa. Quando minha melhor amiga chegou, eu estava deliciosamente amortecida.
Ainda bem, porque at‰ hoje nƒo sei dizer se suportaria as emo‡es daquela noite de cara limpa. Decididas, fomos pra festa. De longe dava pra ouvir a zoeira. Entramos. E tivemos a visƒo.
As garotas usavam cal‡a baixa e tŠnis All Star. Dan‡avam batendo os punhos nos quadris e contorcendo o corpo. Os garotos nƒo faziam nada muito diferente do jogo de rugby, continuavam se jogando uns em cima dos outros.
Alguns casais se engoliam nos sofßs, de um jeito que eu nƒo imaginava ser permitido entre quatro paredes. Mas o impressionante mesmo era a m”sica. Mais tarde soube que era Surfin Bird, com os Ramones.
Mas naquela noite, meio bŠbada, bombardeada pelo som e pela luz estrobo, entrei em estado de choque. Quando despertei, ELE ESTAVA ME BEIJANDO!!! A lngua era quente, grande e ßspera e eu quase engasguei com aquela coisa for‡ando passagem at‰ a minha garganta!
No final, olhou nos meu olhos e disse ôVocŠ ‰ estranha, menina! VocŠ ‰ a Carrie, Carrie, a Estranhaö. E me largou enquanto eu tinha orgasmos pensando como era chique ser chamada de Carrie. Meu mundo caiu quando assisti ao filme, semanas depois.
Chorei, fiquei com vontade de repetir a cena, especialmente a parte em que a mocinha destri o bonitƒo da escola apenas com a for‡a do pensamento. Mas era tarde demais. Meu cora‡ƒo tinha estourado. E depois daquela sessƒo de cinema, me tornei um po‡o de cinismo. Mais um pouco, estaramos nos anos 80.





























>>I wanna be your dog
>>Jasons fazem nossa vida virar sexta-feira13!!!!

>>Auto-ajuda para homens

>>Quem fala o que quer ouve o que nƒo quer
 

FAÇA O SEU CADASTRO NO 02 NEURÔNIO
(e receba o nosso boletim luxo e outras bugingangas fofas)

HOMEÚLTIMAS BOBAGENSESPECIAISCONVERSA DE MANICURE 02 TESTÍCULO
A MOÇA E SEUS PROBLEMAS02 NEURÔNIO APROVA/REPROVAA CHARLATÃANUNCIE
CORREIO DO AMORFASHION DESCONTROLFUCK FOREVERONDE? QUANDO? QUEM VAI?
RAPAZES, INCRÍVEIS E ABORÍGENESDO IT YOURSELFFALE COM A GENTE
CLASSIFICADOSQUEM SOMOSLOJINHA

¨ 2001 02 Neurônio
Todos os direitos reservados