DIA DO TRABALHO
Força
Sindical faz festa para 66 mil
trabalhadores. CUT reúne milSÃO PAULO - As
comemorações do Dia do
Trabalho, ontem em São Paulo,
mostraram a distância existente
entre as duas principais centrais
sindicais do país, a CUT
(Central Única dos
Trabalhadores) e a Força
Sindical. Enquanto a CUT optou
por realizar um ato político,
que reuniu cerca de mil
manifestantes em uma passeata, a
Força Sindical atraiu o
trabalhador com sorteios de
carros e outros prêmios, levando
66 mil ao estádio do Pacaembu.
As estimativas de público são
da Polícia Militar.
De acordo com
os organizadores, o ato da CUT
reuniu 5 mil manifestantes e o da
Força Sindical, 70 mil.
Diferentemente da manifestação
promovida pela CUT, na qual
predominaram discursos e palavras
de ordem, o ato da Força
Sindical minimizou o lado
político do Dia do Trabalho e o
desemprego.
Os
sindicalistas da Força
discursaram pouco, por menos de
uma hora. O tempo restante foi
destinado a partidas de futebol,
shows musicais e o sorteio de
mais de cem prêmios. O evento
foi organizado por 14 sindicatos
e encerrou uma campanha de
sindicalização promovida pelas
entidades. De meados de fevereiro
até o final de abril, os 14
sindicatos conseguiram quase 50
mil novos sócios. Somente
trabalhadores sindicalizados
poderiam concorrer aos prêmios
sorteados ontem.
De acordo com o
presidente do Sindicato dos
Metalúrgicos de São Paulo,
Paulo Pereira da Silva, o
Paulinho, a contribuição dos
novos sócios é mais do que
suficiente para cobrir os custos
do evento, que foi de
aproximadamente R$ 300 mil. Houve
venda de patrocínio para
empresas, como revelaram algumas
faixas no alambrado do Pacaembu,
mas as lideranças não
informaram quanto havia sido
arrecadado. "Estamos
tentando inventar maneiras de
atrair as pessoas, com essa
participação teremos mais
força para negociar com o
governo", disse Paulinho.
Nos discursos, os sindicalistas
da Força elencaram
reivindicações que deverão ser
apresentadas ao governo, como
redução da jornada de trabalho.