- - - - - - - -- - - - - - - -- - - - - - - - --Jornal do Commercio - Recife, 02 de maio de 1998

DIA DO TRABALHO
Força Sindical faz festa para 66 mil trabalhadores. CUT reúne mil

SÃO PAULO - As comemorações do Dia do Trabalho, ontem em São Paulo, mostraram a distância existente entre as duas principais centrais sindicais do país, a CUT (Central Única dos Trabalhadores) e a Força Sindical. Enquanto a CUT optou por realizar um ato político, que reuniu cerca de mil manifestantes em uma passeata, a Força Sindical atraiu o trabalhador com sorteios de carros e outros prêmios, levando 66 mil ao estádio do Pacaembu. As estimativas de público são da Polícia Militar.

De acordo com os organizadores, o ato da CUT reuniu 5 mil manifestantes e o da Força Sindical, 70 mil. Diferentemente da manifestação promovida pela CUT, na qual predominaram discursos e palavras de ordem, o ato da Força Sindical minimizou o lado político do Dia do Trabalho e o desemprego.

Os sindicalistas da Força discursaram pouco, por menos de uma hora. O tempo restante foi destinado a partidas de futebol, shows musicais e o sorteio de mais de cem prêmios. O evento foi organizado por 14 sindicatos e encerrou uma campanha de sindicalização promovida pelas entidades. De meados de fevereiro até o final de abril, os 14 sindicatos conseguiram quase 50 mil novos sócios. Somente trabalhadores sindicalizados poderiam concorrer aos prêmios sorteados ontem.

De acordo com o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo, Paulo Pereira da Silva, o Paulinho, a contribuição dos novos sócios é mais do que suficiente para cobrir os custos do evento, que foi de aproximadamente R$ 300 mil. Houve venda de patrocínio para empresas, como revelaram algumas faixas no alambrado do Pacaembu, mas as lideranças não informaram quanto havia sido arrecadado. "Estamos tentando inventar maneiras de atrair as pessoas, com essa participação teremos mais força para negociar com o governo", disse Paulinho. Nos discursos, os sindicalistas da Força elencaram reivindicações que deverão ser apresentadas ao governo, como redução da jornada de trabalho.




   

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