ECOLOGIA
Apiário
será implantado em IgarassuUm apiário de
abelhas-uruçu está sendo
implantado no Refúgio Ecológico
Charles Darwin, uma reserva de 60
hectares de Mata Altântica no
município de Igarassu, ao Norte
da Região Metropolitana do
Recife. O objetivo do coordenador
do refúgio, o biólogo Roberto
Siqueira, é garantir a
polinização da floresta.
"A abelha-uruçu se alimenta
apenas do néctar das flores de
Mata Atlântica", justifica.
O biólogo
também pretende comercializar o
mel e utilizá-lo na
alimentação dos animais que
mantêm em cativeiro no refúgio.
Entre macacos, micos e sagüis, o
Criadouro Muriqui de Primatas
conta com seis espécies. "O
mel-de-uruçu é conhecido por
suas propriedades
medicinais", lembra Roberto
Siqueira. Ele adiciona o mel a
uma mistura de leite, sais
minerais e vitaminas que fornece
como suplemento alimentar aos
animais adultos em período
reprodutivo.
O apiário
começou a ser implantado há um
mês e conta com 14 colméias
artificiais, feitas de caixas de
madeira com tampa e um orifício
por onde as abelhas saem para
buscar néctar e pólen. As
flores preferidas são as do
murici, imbiriba, ipê-branco e
ingá, além de ramas e cipós.
Dentro das
caixas, as abelhas reproduzem uma
colméia, construindo os potes
(recipientes onde armazenam o
mel) de uma cera feita a partir
do pólen. Elas também usam o
pólen misturado ao néctar para
produzir o mel. Na natureza, as
abelhas-uruçu (Melipona
scutellaris) vivem nos ocos das
árvores.
O coordenador
do Refúgio Ecológico Charles
Darwin pretende ainda fazer a
reintrodução de abelhas-uruçu
na mata nos próximos seis meses.
Ele contará com a ajuda do
apicultor João Lucena, que
também está auxiliando Roberto
Siqueira na implantação do
apiário. "Para obter uma
nova colméia, é preciso fazer
os desmembramento do ninho,
transferindo a
abelha-rainha", explica. O
apicultor também usa essa
técnica no seu apiário, em
Igarassu, que conta com 80
colméias.