EMPREGO II
Exigência
do mercado é cada vez maiorAs exigências para
entrar no mercado de trabalho
aumentam a cada dia, enquanto
crescem lentamente as
oportunidades de qualificação e
formação profissional à
disposição do trabalhador ou do
desempregado. E o ensino
brasileiro não atende às
necessidades da educação
básica para a vida em comum,
quanto mais da produção, tanto
de bens como de serviços.
"É
preciso mobilizar todas as
organizações sociais,
políticas ou não, para os
compromissos com a educação em
geral. E alimentar a consciência
de cada um para a necessidade de
superar-se. A lógica do
capitalismo é perversa, e há um
custo humano caro no processo de
globalização, que é a
exclusão de pessoas", diz a
consultora pós-graduada na área
de desenvolvimento humano, Tereza
Nunes.
Os países que
há muito têm um ensino básico
universal de boa qualidade, gozam
de enormes vantagens do ponto de
vista da competitividade. Estão
aí incluídos alguns países
europeus e o Japão. Outros
conseguiram num curto período de
tempo chegar ao mesmo patamar com
resultados considerados
exemplares por todo o mundo, como
na Coréia do Sul.
Os Estados
Unidos constituem um bom exemplo
para o Brasil. Há alguns anos,
esse país teve sua liderança
econômica mundial ameaçada e
reconhecendo a baixa qualidade de
seu ensino básico, como umas das
causas para essa situação,
iniciou imediatamente um processo
de revisão radical da escola de
1º e 2º graus.
CRIATIVIDADE
- Em outra análise, a
consultora de RH, da RS
Consultoria em Informática,
Estratégia e Humanismo, Suzana
Maria Cannizzaro, avalia que não
adianta apenas ter conhecimento
na sua área de atuação. O
candidato a uma vaga, ou mesmo,
aquele que esteja trabalhando
precisa
"periodicamente" dar
margem à criatividade. "Ele
tem que ousar na busca, ser
perseverante, buscar a
consciência individual. Não
adianta ficar reclamando dos
governos. Tem que buscar o que
lhe falta para uma melhor
condução profissional".
Nesse sentido,
o economista Tarcísio Patrício,
da UFPE, sugere que a sociedade
civil precisa se organizar e
criar fontes alternativas de
geração de ocupações que não
dependam do governo federal. Ele
cita as cooperativas de trabalho,
as Organizações Não
Governamentais (ONGs), entre
outras formas. "Se órgãos
ou instituições podem fomentar
essa organização, que os faça.
A capacidade criativa da
sociedade é uma alternativa para
se fazer política de
emprego".