CASO ANDRÉIA
Pai
da árbitra inocenta FPF e bota
culpa no SindicatoEnquanto a juíza de
futebol Andréa Amorim, envolvida
em um acidente de carro há duas
semanas, recupera-se na
enfermaria do Hospital da
Restauração, a discussão em
torno de sua situação continua.
No começo da semana, seu irmão
André Amorim, criticou a
Federação Pernambucana de
Futebol e o Sindicato dos
Árbitros de Pernambuco,
afirmando que sua irmã estava
abandonada, sem receber apoio das
entidades.
A FPF diz que,
mesmo sem ter obrigação
jurídica de ajudar no tratamento
de Andréa, mobilizou-se para que
ela tivesse um bom atendimento. O
diretor comercial do Cupom
Consulta, Durval Buarque,
informou que há uma UTI móvel
à disposição para levar
Andréa à Clínica São Marcos.
"Ela não tem convênio
conosco, mas como um favor à
Federação, abri uma
exceção". Buarque diz não
saber porque a remoção ainda
não foi feita. "Parece que
a família não quis."
Para o pai da
árbitra, Laureano Silva,
"ajudar a menina não é
obrigação jurídica da
FPF". "Sei que Carlos
Alberto Oliveira é homem de bem
e faria tudo para o bem de
Andréa, mas não conheço a
história da UTI móvel."
Laureano entende a reação do
filho como o desabafo emocionado
de um irmão que vê a irmã numa
situação difícil. Quanto aos
R$ 2 mil que, segundo o
vice-presidente da FPF, José
Joaquim, foram oferecidos à
familia para ajudar na
recuperação de Andréa, o pai
recusa. "É dever do
Sindicato dos Árbitros, não da
FPF".