- - - -- - - - - - - -- - - - - - - -- - - - --Jornal do Commercio - Recife, 02 de maio de 1998

CASO ANDRÉIA
Pai da árbitra inocenta FPF e bota culpa no Sindicato

Enquanto a juíza de futebol Andréa Amorim, envolvida em um acidente de carro há duas semanas, recupera-se na enfermaria do Hospital da Restauração, a discussão em torno de sua situação continua. No começo da semana, seu irmão André Amorim, criticou a Federação Pernambucana de Futebol e o Sindicato dos Árbitros de Pernambuco, afirmando que sua irmã estava abandonada, sem receber apoio das entidades.

A FPF diz que, mesmo sem ter obrigação jurídica de ajudar no tratamento de Andréa, mobilizou-se para que ela tivesse um bom atendimento. O diretor comercial do Cupom Consulta, Durval Buarque, informou que há uma UTI móvel à disposição para levar Andréa à Clínica São Marcos. "Ela não tem convênio conosco, mas como um favor à Federação, abri uma exceção". Buarque diz não saber porque a remoção ainda não foi feita. "Parece que a família não quis."

Para o pai da árbitra, Laureano Silva, "ajudar a menina não é obrigação jurídica da FPF". "Sei que Carlos Alberto Oliveira é homem de bem e faria tudo para o bem de Andréa, mas não conheço a história da UTI móvel." Laureano entende a reação do filho como o desabafo emocionado de um irmão que vê a irmã numa situação difícil. Quanto aos R$ 2 mil que, segundo o vice-presidente da FPF, José Joaquim, foram oferecidos à familia para ajudar na recuperação de Andréa, o pai recusa. "É dever do Sindicato dos Árbitros, não da FPF".


     

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