MEDICINA
Nova
técnica para remoção da
vesículaPara cada homem com
cálculos na vesícula biliar,
há três mulheres sofrendo com o
problema. "Além delas terem
uma predisposição hormonal
maior por conta da capacidade
reprodutora, a obesidade é outro
fator que facilita o surgimento
dos cálculos, causados pela
saturação de colesterol no
órgão", diz o chefe de
cirurgia geral da Clínica Santa
Helena, Marconi Meira.
Antes, a
solução era a remoção dos
cálculos. "Mas não
adianta, porque na verdade a
vesícula está doente",
explica Meira. Em cinco anos, os
cálculos voltavam a surgir em
80% dos casos. Hoje, a vesícula
é retirada por completo, o que
garante que o paciente se livre
do problema definitivamente.
Nesses casos,
os médicos recomendam a
colecistectomia
videolaparoscópica. Pela
técnica, com o uso de uma
espécie de câmera, o médico
pode acompanhar toda a cirurgia
através de um monitor. As
vantagens em relação ao método
tradicional vão desde a
redução do risco de infecção
até a recuperação menos
dolorosa do paciente. "Com o
método mais moderno, as
estruturas abdominais são menos
atingidas", destaca o
especialista. O aparelho para
essas cirurgias foi importado
recentemente dos Estados Unidos
pela Clínica Santa Helena.
Os números
comprovam as vantagens da
cirurgia videolaparoscópica. A
mais visível é que as incisões
no abdômen (até cinco cortes,
por onde é retirada a vesícula)
têm de 0,5 cm a 1 cm de
diâmetro. Através desses
cortes, é introduzida a ótica
que permite a visualização do
órgão. Na cirurgia
convencional, o paciente
carregava uma cicatriz de até 10
cm de comprimento.
DORES -
A vesícula é um órgão em
forma de pêra que serve para
acumular de 60 ml a 80 ml de
bile. "A função da bile é
facilitar a digestão da gordura
ingerida pelo ser humano",
define o médico Marconi Meira.
Há ainda a vantagem de que os
índices de infecção na fase
pós-peratória caem de 5% para
menos de 1%. Outra função do
equipamento importado dos Estados
Unidos pela Clínica Santa Helena
é nas cirurgias de hérnia. Os
sintomas dos cálculos na
vesícula são dores fortes no
lado direito do abdômen (na
altura do estômago). De 15% a
20% das vesículas que não são
operadas acabam inflamando.
Serviço
Clínica
Santa Helena - telefones 231.1084
e 221.4444
Alguns hospitais públicos
também dispõem do serviço