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JC NAS
RUAS
Luce
Pereira
Tranqüilidade
foi embora
Até
agora, em Pernambuco, as
farmácias continuam livres de
fiscalização rigorosa para
detectar a venda de remédios
falsificados - aqueles que custam
os olhos da cara e servem para
aliviar a dor dos portadores de
doenças graves. Mas o fato de
não ter sido registrada nenhuma
denúncia sobre a máfia que atua
em Minas, Rio e São Paulo não
significa nada. As pessoas estão
intranqüilas como deveria estar
a Vigilância Sanitária, porque
nada garante que os bandidos não
resolveram montar o circo dos
horrores também aqui. Essa
desconfiança não deixa, por
exemplo, gente como M.A.S dormir
direito. Desde o anúncio das
falsificações nos estados do
Sudeste, começou a temer pela
saúde do filho, mantido à base
de alguns dos remédios sob
suspeita. A partir daí, a vida
da família do rapaz, que tem
câncer, passou a ser um inferno.
Maior transtorno: ninguém da
casa se sente em condições de
distinguir o remédio adulterado
do verdadeiro. Mas com sorte,
quem sabe, essa comparação não
precisará ser feita pelos
consumidores daqui. Otimismo
ajuda.
Outros
nomes
Mais
personalidades confirmam
presença no Congresso Mundial
dos Jornalistas: a ministra da
Cultura e do Patrimônio do
Canadá, Sheila Copps, e o
representante da Unesco, George
Whertein. Com tanta gente falando
idiomas diferentes, os tradutores
sorriem à toa. É dinheiro
garantido pelo menos durante os
próximos cinco dias.
Artesanato
Os
participantes do congresso, a
propósito, não correm o risco
de sair do Recife sem ver o
melhor do artesanato regional. Os
corredores do Shopping Guararapes
já estão repletos de produtos
criados por artesãos de 15
municípios, que esperam, quando
os quiosques forem desarmados, no
dia 10, contabilizar um lucro de
R$ 100 mil.
Tudo
errado
Não é porque
o transporte coletivo vai mal,
obrigada, que as kombis viraram a
oitava maravilha. O motorista da
foto de Arnaldo Carvalho, por
exemplo, transporta passageiros
em veículo com placa amarela, de
outro Estado e deixa o
"freguês" viajar com a
perna do lado de fora. Tudo como
não deve ser.
Alerta
Os
congressistas foram alertados
quanto a perigos iminentes, como
tubarão nas praias. Sobre deixar
objetos de valor no hotel, não
careceu. Já devem saber da fama
da cidade.
Disque
Não existe
nada mais inútil do que os
disque-qualquer-coisa do serviço
público. No caso da EMTU, a
ligação não dá sinal de
ocupado, mas difícil é alguém
atender. Mexe com os nervos.
Ratos I
Os ratos ainda
têm mais algum tempo para fazer
festa no Bairro do Recife. O
programa de desratização foi
adiado do dia 8 de maio para 26,
porque na primeira data o
secretário de Saúde, Guilherme
Robalinho, estaria viajando. E
ele não quer perder o
espetáculo.
Ratos
II
Mas parece que
só os roedores do bairro que
continua a ser a menina dos olhos
da prefeitura estão condenados
à morte. Na beira das marés,
onde eles são tantos que chegam
a disputar a pele dos
recém-nascidos, a situação
permanece caótica.
Seca
A Rede de
Entidades de Direitos Humanos
também acha que a ajuda para as
vítimas da seca está demorando
muito. Defende a criação de uma
campanha para pressionar FH,
porque o estômago não espera
acontecer.
Simpósio
Além dos
jornalistas, 200 médicos de todo
o país ajudam a superlotar os
hotéis da cidade. Participam do
Simpósio Internacional de
Córnea e Lentes de Contato, até
hoje, no Recife Lucsim Palace.
E-mail
luce@jc.com.br
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