PINGA
FOGO
Inlado
Sampaio
A
miopia da imprensa
Ontem, no Bom
dia, Brasil, da Rede Globo,
Alexandre Garcia, em tom
irônico, fez críticas aos
nossos congressistas pelo
retardamento da votação da
reforma da previdência. Segundo
ele, haverá no Congresso outra
"barganha": os
deputados só votam a matéria se
o governo, em contrapartida,
liberar verbas do orçamento para
as bases deles nos Estados.
Renato Machado, âncora do
programa, o corrigiu
imediatamente: "É assim no
mundo todo e não apenas no
Brasil", só Alexandre
Garcia é que não sabe disto. Na
véspera, o Jornal do Brasil fez
pior ainda ao divulgar esta
pequena nota no seu "Informe
JB": "Mau exemplo do
senador Ronaldo Cunha Lima
(PMDB-PB). Candidato ao governo
da Paraíba, ele enviou mais de
300 telegramas aos seus
correligionários do PMDB à
custa do Senado". Ora, se um
senador for impedido de remeter
300 telegramas para o Estado que
representa, serviria para que a
instituição? A propósito, o
ex-senador Humberto Lucena
(PMDB-PB), crucificado pela
mídia por causa dos calendários
que mandou imprimir na gráfica
do Senado em 1993 - morreu pobre
após passar 31 anos no
Congresso: deixou como herança
para os seus familiares um
modesto apartamento em João
Pessoa. E só.
Curtas
e Grossas
a) Clávio
Valença corrige a coluna: os
rádios da época de Getúlio
não eram a pilha, e sim a
bateria.
b) O delegado José Édson
Barbosa está sendo chamado pelos
colegas de "filósofo da
SSP". Saiu de sua
imaginação as modificações na
Secretaria que o governador
Arraes fez anteontem por decreto.
c) Mesmo sem ser o líder do
governo, Inocêncio Oliveira
(PFL) continua forte: lidera uma
bancada de 111 deputados.
d) Vladimir Palmeira (PT-RJ)
simplificou o problema: se FHC
não se intromete em nenhuma
disputa regional e terá dois
palanques na maioria dos Estados,
por que Lula não faz o mesmo?
Jornada
longa
É dura a
jornada de trabalho do deputado
Sebastião Rufino (foto), do PFL,
1º secretário da Assembléia
Legislativa. Ele assina em média
300 papéis por dia e nunca deixa
o seu gabinete antes das 21 hs.
Ontem, porém, teve um bom motivo
para relaxar: o ex-prefeito de
Vertentes, Ozair Cavalcanti
(PFL), decidiu apoiá-lo.
Gesto
grande
O deputado
João Mendonça (PFL) comemorou o
Dia do Trabalho em sua terra
natal, Belo Jardim, de uma forma
pouco convencional: com um
sorteio de prêmios na periferia.
Para ter direito a uma cartela, o
interessado tinha que doar 1 Kg
de alimento não parecível para
ser entregue às vítimas da
seca. Ao final do bingo, 6 mil
quilos estavam garantidos.
Quem
tem prazo...
O vice Marco
Maciel tinha um profundo respeito
por Luiz Eduardo Magalhães
(PFL-BA). Escreveu até um artigo
para homenageá-lo. O que nunca
fez por não ser do seu estilo
foi engrossar o coro de vozes dos
maiores caciques do seu partido,
que lançaram o ex-líder do
governo como candidato a
presidente em 2002 sem saberem
qual será o resultado de 98.
Final
feliz
De tanto
estourar o cheque especial, o
ex-presidente da Amupe, Pedro
Tunu (PSDB), resolveu dar-lhe um
fim. Pregou-o na parede de casa
com um prego de duas polegadas.
Espaço
cultural
Dono de
farmácia em Itapetim, o
ex-prefeito João dos Passos
(PFL) colocou um mural do hall de
entrada só para expor poemas de
terceiros. A cada 15 dias eles
são trocados.
Prévia
Roberto Freire
(PPS-PE) anda rindo à toa. É
que no Estado do Ceará a
candidatura de Ciro Gomes está
crescendo a olhos vistos. Ele já
está na frente de FHC, segundo o
IPCSP (Instituto de Pesquisas
Científicas, Sociais e
Políticas): 33 x 27. Tasso é o
1º colocado pra governador com
42% de intenções de voto.
Celpe
Se o Governo de
Pernambuco deseja realmente pôr
no caixa os R$ 700 milhões do
BNDES, a título de antecipação
da venda das ações da Celpe,
tem que agir
"politicamente". Só
acusar os adversários de
tentarem impedir a vinda dos
recursos não resolve o problema.
O jogo é bruto e é
"político" e só não
vê isto quem não quer.
E-mail:
inaldo@jc.com.br
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