LATROCÍNIO
Advogado
assassinado dentro de casaO advogado aposentado do
INSS José Manoel Neto, 55 anos,
foi encontrado morto com duas
facadas no pescoço, no interior
de sua casa, na noite de
segunda-feira (31), na Rua Rio
Real, Ipsep. José Manoel, que
morava só desde o final do ano
passado, estava em cima de sua
cama, na suíte da casa.
Familiares do advogado e a
polícia acreditam que ele foi
morto por assaltantes,
descartando a hipótese de
vingança ou crime passional. A
residência estava toda revirada
e uma televisão, além de alguns
objetos pessoais, foi roubada do
local.
O corpo de
José Manoel Neto foi encontrado
depois que moradores da mesma rua
deram por sua falta e ligaram
para a ex-mulher dele, Janete
Cordeiro Amaral, 46 anos, que
reside em Itamaracá. Segundo ela
e alguns vizinhos, o advogado
estava enfrentando sérios
problemas com álcool, bebendo
diariamente. "Nós
estávamos separados por causa
disso. Ele bebia muito, mas era
uma pessoa inofensiva, que não
fazia nada contra ninguém. Para
nós ele foi assaltado e deve ter
reagido", afirmou. Pelo
jeito que a casa foi encontrada,
principalmente o quarto da
vítima, a família e a polícia
acreditam que houve luta
corporal.
Com exceção
do portão, a residência do
advogado estava totalmente
aberta. Quando a polícia chegou,
encontrou o cachorro da vítima
deitado ao lado da cama.
"Ele sempre foi muito manso
e não deve ter feito nada, mesmo
quando o dono estava sendo
atacado", disse um vizinho
do advogado, que preferiu não se
identificar. Na Rua Rio Real o
comentário é que José Manoel
Neto sempre convidava pessoas
para beber com ele, o que pode
ter facilitado a ação dos
assaltantes. A ex-esposa do
advogado confirmou esse hábito.
O irmão de
José Manoel, o juiz Cleodon
Neto, tem certeza de que foi um
latrocínio - assalto seguido de
morte. "Ele era uma boa
pessoa e não existia nenhum
motivo para ser morto. Foi
assalto com certeza",
afirmou. Os familiares do
advogado garantiram que vão
acompanhar a investigação da
polícia e que querem justiça. A
ocorrência do crime, no entanto,
não tinha chegado à Delegacia
do Ipsep, responsável pelo caso.