- - - - -- - - - - - - -- - - - -- - - ---Jornal do Commercio - Recife, 02 de setembro de 1998

LATROCÍNIO
Advogado assassinado dentro de casa

O advogado aposentado do INSS José Manoel Neto, 55 anos, foi encontrado morto com duas facadas no pescoço, no interior de sua casa, na noite de segunda-feira (31), na Rua Rio Real, Ipsep. José Manoel, que morava só desde o final do ano passado, estava em cima de sua cama, na suíte da casa. Familiares do advogado e a polícia acreditam que ele foi morto por assaltantes, descartando a hipótese de vingança ou crime passional. A residência estava toda revirada e uma televisão, além de alguns objetos pessoais, foi roubada do local.

O corpo de José Manoel Neto foi encontrado depois que moradores da mesma rua deram por sua falta e ligaram para a ex-mulher dele, Janete Cordeiro Amaral, 46 anos, que reside em Itamaracá. Segundo ela e alguns vizinhos, o advogado estava enfrentando sérios problemas com álcool, bebendo diariamente. "Nós estávamos separados por causa disso. Ele bebia muito, mas era uma pessoa inofensiva, que não fazia nada contra ninguém. Para nós ele foi assaltado e deve ter reagido", afirmou. Pelo jeito que a casa foi encontrada, principalmente o quarto da vítima, a família e a polícia acreditam que houve luta corporal.

Com exceção do portão, a residência do advogado estava totalmente aberta. Quando a polícia chegou, encontrou o cachorro da vítima deitado ao lado da cama. "Ele sempre foi muito manso e não deve ter feito nada, mesmo quando o dono estava sendo atacado", disse um vizinho do advogado, que preferiu não se identificar. Na Rua Rio Real o comentário é que José Manoel Neto sempre convidava pessoas para beber com ele, o que pode ter facilitado a ação dos assaltantes. A ex-esposa do advogado confirmou esse hábito.

O irmão de José Manoel, o juiz Cleodon Neto, tem certeza de que foi um latrocínio - assalto seguido de morte. "Ele era uma boa pessoa e não existia nenhum motivo para ser morto. Foi assalto com certeza", afirmou. Os familiares do advogado garantiram que vão acompanhar a investigação da polícia e que querem justiça. A ocorrência do crime, no entanto, não tinha chegado à Delegacia do Ipsep, responsável pelo caso.


     

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