RÚSSIA
Incerteza
marca visita de ClintonMOSCOU - Os
presidentes dos Estados Unidos e
da Rússia, Bill Clinton e Boris
Yeltsin, que enfrentam graves
problemas domésticos, iniciaram
ontem uma reunião de cúpula
marcada pela incerteza. Apesar
das escassas perspectivas de
acordos substanciais, Yeltsin
declarou que "as relações
russo-americanas se desenvolvem
com sucesso". O presidente
russo, cujo país sofre uma das
piores crises financeiras e
políticas desde a dissolução
da União Soviética, tentou
aparentar tranqüilidade e
recebeu Clinton no Kremlin com um
forte abraço e um aperto de
mãos.
Clinton exortou
o povo russo a enfrentar sua
atual crise econômica com a
mesma coragem e determinação
com que atravessou dificuldades
passadas. "Este país está
atravessando algumas mudanças
muito difíceis agora e eu sei
que as coisas não estão fáceis
para muita gente", disse
Clinton a pais, estudantes e
professores de uma escola perto
do Kremlin.
Clinton deu
assim sua colaboração aos
esforços de seu governo para
acabar com os temores dos
investidores depois das
acentuadas baixas registradas
anteontem em Wall Street. Ele
salientou que as quedas de
preços das ações ocorridas nos
últimos dias nos mercados
mundiais eram prova de que as
economias globais estão mais
vinculadas que nunca entre si,
citando, por exemplo, que os
preços nas bolsas da América
Latina foram prejudicadas pelos
problemas econômicos do Japão.
"Isso indica que, gostando
ou não, todos serão afetados
pelo que outros países fizerem,
seja a Rússia, o Japão, a China
ou outras potências",
disse.