TELECOMUNICAÇÕES
Anatel
não tem regras para a Banda Bpor JOSUÉ NOGUEIRA
& PEDRO IVO BERNARDES
Agência
Nacional de Telecomunicações,
órgão regulador e fiscalizador
dos serviços de
telecomunicações no País, não
tem como fiscalizar ainda as
operações dos grupos que detém
a concessão para operar a Banda
B, no caso de Pernambuco, a BCP
Telecomunicações - empresa que
vem enfrentando problemas de
cobertura e cobrança indevida de
ligações.
Segundo a
assessoria de imprensa da
agência em Brasília, só estão
previstas metas e punições para
as empresas que compunham o
Sistema Telebrás e que em julho
foram vendidas após serem
agrupadas em holdings. A
assessoria informou ainda que
não há nada definido no que se
refere à fiscalização da Banda
B.
Enquanto isso
as queixas continuam acontecendo.
Ontem pela manhã, alguns
usuários da BCP reclamavam, na
filial da empresa em Boa Viagem,
de erros em sua conta mensal.
Flávio Rogério Pinto, reclamava
de ligações não reconhecidas.
Pinto conta que em seu extrato
houve uma ligação numa
segunda-feira, às 1h16 da
madrugada, horário em que
costuma estar dormindo.
"Não reconheço essa
ligação, muito menos o número
discado, mas como posso provar
isso?", indaga. Pinto
reclama também que em sua
residência, na Vila dos
Industriais, em Areias, o
aparelho permanece sem serviço.
Kleber Silva de
Andrade questiona a duração das
chamadas de acesso ao serviço de
caixa postal. "Em um dos
casos, a conta acusou um
ligação de pouco mais de nove
minutos para acessar os recados,
quando o tempo médio é de 50
segundos. Outro ponto levantado
pelos clientes da BCP, foi a
ocorrência de ligações
simultâneas para o serviço de
mensagens e outras ligações, ou
ainda com intervalos muito curtos
entre as chamadas.
A assessoria de
imprensa da BCP afirma
desconhecer casos deste tipo e
que para verificar o problema,
precisaria ter em mãos a conta
do usuário. A assessoria
esclarece que algo semelhante
poderia acontecer no serviço de
teleconferência mantido pela
empresa, porém neste caso a sua
utilização estaria discriminada
na conta detalhada, e que
obrigatoriamente haveria um
intervalo entre as ligações.
Quanto à área
de sombra, citada por Flávio
Pinto, a empresa informou em
reportagem anterior do JC, que
espera solucionar os problemas
até o final do ano. Para o
diretor de Operações da BCP,
André Schaeffer, essas falhas
só poderiam ser previstas com o
sistema em funcionamento.
"Para solucionar o problema
precisamos identificá-lo e isso
só é possível após o início
das atividades", explica.
Ele ressalta que a Banda B tem
apenas três meses de operações
e mesmo assim em algumas consegue
ter uma cobertura melhor que a
Banda A.
FUNCIONAMENTO
- O escritório regional da
Anatel no Recife começa a
funcionar nesta quinta-feira.
Entre segunda-feira, dia da posse
dos gerentes dos 11 escritórios,
e ontem os dirigentes das
unidades estiveram reunidos em
Brasília com o presidente do
órgão, Renato Guerreiro,
traçando as diretrizes para o
início das atividades.
Segundo o
gerente do escritório regional
no Recife, João Batista Furtado
Filho, o primeiro passo será a
abertura do Cadastro Geral do
Contribuinte (CGC). Ele adiantou
que a delegacia pernambucana (6ª
regional) terá jurisdição
sobre os estados de Alagoas e
Paraíba.