SURFE II
Competição
será a mais cara da história do
surfe em PernambucoMesmo antes de os
surfistas começarem a descer as
ondas de Gaibu, o XIII Hang Loose
Pro Contest já deve bater um
recorde. E, por incrível (ou
não) que pareça, o feito se
realizará fora d'água.
Não era para
menos. A mudança para mais perto
"da" capital parece que
funcionou como uma espécie de
imã para atrair "o"
capital. Este ano serão gastos
aproximadamente R$ 500 mil,
contra pouco mais de R$ 300 mil
investidos na versão anterior.
No ano passado,
o campeonato foi o evento de
surfe que obteve mais espaço em
mídia em toda a história do
esporte no Brasil. Ao todo, foram
o equivalente a R$ 2 milhões em
espaço impresso (sem contar com
rádio e TV), de acordo com os
cálculos da assessoria de
imprensa do festival.
A julgar pela
quantidade de jornalistas que
estiveram nos dois anos, a
versão 98 do Hang Loose já
superou tranqüilamente a de
Maracaípe. Se no ano passado
havia cerca de 70 profissionais
credenciados, o número agora
deve subir para quase 150.
"Alguns programas de TV que
nunca tinham vindo já entraram
em contato comigo garantindo a
sua presença, como é o caso do
`H', da Bandeirantes",
comemora Geraldo Cavalcanti,
presidente da Associação de
Surfe de Pernambuco (Aspe), que
organiza o evento.
PÚBLICO -
Com maior cobertura da imprensa e
mais prêmios, os atletas são
atraídos a participar do Hang
Loose como abelhas que vão em
busca do mel. Este ano serão 230
os surfistas que cairão na
água, almejando um título em
Gaibu. Não se diga que a disputa
será fácil. No Hang Loose,
qualidade vem junto com
quantidade. Pelo menos 30 dos top
44 do WCT estarão batendo o
ponto no evento. Um prato cheio
para quem curte o esporte mais
popular da praia.
Com tudo isso,
o público flutuante no domingo,
dia da final do evento, deve ser
de aproximadamente 40 mil
pessoas, contra os 30 mil que
viram o natalense Marcelo Nunes
faturar o campeonato de
Maracaípe no ano passado.
"Enquanto se puder ver o
branco da areia da praia, vai ter
gente chegando", brinca
Geraldo.