-- - - - - - - -- - - - - - - -- - - - --Jornal do Commercio - Recife, 02 de setembro de 1998

SURFE II
Competição será a mais cara da história do surfe em Pernambuco

Mesmo antes de os surfistas começarem a descer as ondas de Gaibu, o XIII Hang Loose Pro Contest já deve bater um recorde. E, por incrível (ou não) que pareça, o feito se realizará fora d'água.

Não era para menos. A mudança para mais perto "da" capital parece que funcionou como uma espécie de imã para atrair "o" capital. Este ano serão gastos aproximadamente R$ 500 mil, contra pouco mais de R$ 300 mil investidos na versão anterior.

No ano passado, o campeonato foi o evento de surfe que obteve mais espaço em mídia em toda a história do esporte no Brasil. Ao todo, foram o equivalente a R$ 2 milhões em espaço impresso (sem contar com rádio e TV), de acordo com os cálculos da assessoria de imprensa do festival.

A julgar pela quantidade de jornalistas que estiveram nos dois anos, a versão 98 do Hang Loose já superou tranqüilamente a de Maracaípe. Se no ano passado havia cerca de 70 profissionais credenciados, o número agora deve subir para quase 150. "Alguns programas de TV que nunca tinham vindo já entraram em contato comigo garantindo a sua presença, como é o caso do `H', da Bandeirantes", comemora Geraldo Cavalcanti, presidente da Associação de Surfe de Pernambuco (Aspe), que organiza o evento.

PÚBLICO - Com maior cobertura da imprensa e mais prêmios, os atletas são atraídos a participar do Hang Loose como abelhas que vão em busca do mel. Este ano serão 230 os surfistas que cairão na água, almejando um título em Gaibu. Não se diga que a disputa será fácil. No Hang Loose, qualidade vem junto com quantidade. Pelo menos 30 dos top 44 do WCT estarão batendo o ponto no evento. Um prato cheio para quem curte o esporte mais popular da praia.

Com tudo isso, o público flutuante no domingo, dia da final do evento, deve ser de aproximadamente 40 mil pessoas, contra os 30 mil que viram o natalense Marcelo Nunes faturar o campeonato de Maracaípe no ano passado. "Enquanto se puder ver o branco da areia da praia, vai ter gente chegando", brinca Geraldo.


     

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