COMPORTAMENTO
II
Mudar
comportamento do jovem não é
uma tarefa das mais fáceisPara o coordenador
estadual do Programa DST/AIDS,
François Figueiroa, boa parcela
dos jovens tem conhecimento sobre
Aids, o que os torna mais
acessíveis às mudanças
comportamentais exigidas pela
doença. O que não quer dizer
que seja fácil orientá-los.
"Os jovens têm a impressão
de que são imunes a qualquer
coisa, de que nada vai
atingi-los. É a primeira transa,
eles estão apaixonados, e nada
pode mudar isso. Nesta fase, eles
encaram a vida como um
desafio", diz o coordenador.
Este ano, a
campanha realizada pela
Secretaria Estadual de Saúde é
voltada justamente para o
público adolescente e jovem, que
em Pernambuco também é
orientado através de palestras
em escolas, creches e
associações comunitárias. As
185 secretarias municipais do
estado são trabalhadas, ainda,
para realizarem palestras com
alunos do 1º grau maior e do 2º
grau.
Com relação
às campanhas veiculadas
nacionalmente sobre o HIV,
François Figueiroa diz que elas
continuam tratando o assunto de
forma superficial, não chegando
diretamente ao ponto que deve ser
abordado. "Elas também
deveriam ser mais freqüentes,
além de falar com mais
inteligência sobre a questão
para os jovens".
O
infectologista Wladimir Queiroz,
que trabalhou durante anos na
área da prevenção da Aids
entre adolescentes, acha que a
mídia não ajuda muito na
divulgação de informações,
pois atinge pouco o público
jovem. "A abordagem deveria
ter como base o comportamento dos
adolescentes. Para eles, é mais
complicado usar camisinha; eles
não têm atividade sexual
programada. Logo, não andam com
o preservativo à mão",
continua. (F.M.)