- - -...............................................-Jornal do Commercio - Recife, 30 de agosto de 1998

BELEZA
Novo peeling reduz cuidados pós-tratamento

por LUIZ CLAUDIO FERREIRA

Stresse, cansaço, preocupações. A vida moderna deixa essas marcas evidentes no corpo e as pessoas sentem tudo isso literalmente na pele. Os sinais básicos são as rugas e a palidez. Uma opção para mudar esse aspecto é o peeling, tratamento de limpeza e hidratação da pele, feito por médicos dermatologistas. Bate de frente também com as peles seca, opaca ou muito oleosa. Elimina todas as manchas em qualquer lugar do corpo, diminui as marcas do envelhecimento e serve como auxiliar no tratamento de acne. Por isso mesmo, vem movimentando os consultórios.

A procura tem feito os dermatologistas se preocuparem em inovar nas técnicas. O O médico Ricardo Moraes (F.222.1587), por exemplo, trouxe no mês passado um equipamento chamado Skincomplex que, segundo ele, tem como sua maior vantagem a diminuição dos cuidados no pós-tratamento. "A seção de aplicação com ondas sonoras e cosméticos tem três etapas. A primeira é de descamação suave da pele - como um barbeador - a outra é de hidratação e a última, de massagem. Depois, ninguém precisa ficar se escondendo do sol como nos peelings tradicionais".

Ele garante que o novo tratamento é ideal para aquelas pessoas que querem retirar manchas, dar luminosidade à pele ou combater a oleosidade da pele. Segundo o dermatologista, só o cirurgião plástico Ivo Pitanguy possui o Skincomplex no Brasil, além dele. Quanto ao preço do tratamento através desse sistema, o médico afirma que não é muito mais caro do que uma limpeza de pele tradicional (que custa cerca de R$ 80,00).

A antiquária Olga Gomes, de 38 anos, se submeteu a cinco aplicações desse peeling para diminuir a oleosidade da pele. "É excelente. Principalmente porque não há nenhuma contra-indicação. Foi além do que eu queria, afinal também sumiram muitas rugas", confirma. Ela acrescenta que essa limpeza de pele é mais relaxante e menos agressiva do que a convencional (feita com ácidos). "Não senti qualquer ardor e pude sair para o sol normalmente".

A dona-de-casa Rosilene Miranda, de 36 anos, também aponta vantagens nesse novo tipo de tratamento. "Já havia tentado várias técnicas para acabar com a oleosidade e com a acne. Finalmente consegui, depois de dez aplicações", afirma. As pacientes consideram ainda que, embora mais caro que a convencional, o "novo" peeling acaba saindo mais em conta . "Não é preciso procurar, como antes, muitas vezes o dermatologista para chegar a um bom resultado", compara Olga Gomes.

CONVENCIONAL - A técnica mais conhecida é com a utilização de ácidos. A dermatologista Ana Luiza Gadelha (228.3241) explica que os compostos funcionam como "descamadores" e restauradores do colágeno (fibras naturais hidratadoras da pele). Cada aplicação é feita em cerca de 30 minutos. "Depois da descamação total, surge um novo tecido e com isso uma aparência muito mais jovial".

Para que o tratamento chegue até esse resultado, a dermatologista explica que o paciente precisa tomar alguns cuidados "provisórios". Deve ficar pelo menos três meses sem se expôr ao sol, tomar muito líquido e não provocar a própria descamação. "A pele antiga vai saindo normalmente. Se puxar, o tratamento não vai adiantar nada", alerta a dermatologista. Ela afirma que o melhor rendimento do peeling é nas regiões da face, braços e pernas. Além disso, diz que o período entre os meses de agosto e setembro é a época ideal para quem quer fazer o peeling. "O sol não está tão forte. Por isso a preocupação não precisa ser tão grande", considera.

A arquiteta Claudia Torres, de 34 anos, se submeteu há um ano ao peeling com substâncias ácidas. "O ardor é leve. O maior problema é ficar com o rosto vermelho e pelo menos uma semana usando chapéu e cremes para se proteger do sol", afirma. Apesar dos incômodos, ela diz que os resultados foram os que ela esperava. "A pele nova é bem fina". Entusiasmada com o primeiro tratamento, pretende realizar outro no período das férias. "Só espero que o verão não seja forte".


     

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