BELEZA
Novo
peeling reduz cuidados
pós-tratamentopor LUIZ CLAUDIO
FERREIRA
Stresse,
cansaço, preocupações. A vida
moderna deixa essas marcas
evidentes no corpo e as pessoas
sentem tudo isso literalmente na
pele. Os sinais básicos são as
rugas e a palidez. Uma opção
para mudar esse aspecto é o
peeling, tratamento de limpeza e
hidratação da pele, feito por
médicos dermatologistas. Bate de
frente também com as peles seca,
opaca ou muito oleosa. Elimina
todas as manchas em qualquer
lugar do corpo, diminui as marcas
do envelhecimento e serve como
auxiliar no tratamento de acne.
Por isso mesmo, vem movimentando
os consultórios.
A procura tem
feito os dermatologistas se
preocuparem em inovar nas
técnicas. O O médico Ricardo
Moraes (F.222.1587), por exemplo,
trouxe no mês passado um
equipamento chamado Skincomplex
que, segundo ele, tem como sua
maior vantagem a diminuição dos
cuidados no pós-tratamento.
"A seção de aplicação
com ondas sonoras e cosméticos
tem três etapas. A primeira é
de descamação suave da pele -
como um barbeador - a outra é de
hidratação e a última, de
massagem. Depois, ninguém
precisa ficar se escondendo do
sol como nos peelings
tradicionais".
Ele garante que
o novo tratamento é ideal para
aquelas pessoas que querem
retirar manchas, dar luminosidade
à pele ou combater a oleosidade
da pele. Segundo o
dermatologista, só o cirurgião
plástico Ivo Pitanguy possui o
Skincomplex no Brasil, além
dele. Quanto ao preço do
tratamento através desse
sistema, o médico afirma que
não é muito mais caro do que
uma limpeza de pele tradicional
(que custa cerca de R$ 80,00).
A antiquária
Olga Gomes, de 38 anos, se
submeteu a cinco aplicações
desse peeling para diminuir a
oleosidade da pele. "É
excelente. Principalmente porque
não há nenhuma
contra-indicação. Foi além do
que eu queria, afinal também
sumiram muitas rugas",
confirma. Ela acrescenta que essa
limpeza de pele é mais relaxante
e menos agressiva do que a
convencional (feita com ácidos).
"Não senti qualquer ardor e
pude sair para o sol
normalmente".
A dona-de-casa
Rosilene Miranda, de 36 anos,
também aponta vantagens nesse
novo tipo de tratamento.
"Já havia tentado várias
técnicas para acabar com a
oleosidade e com a acne.
Finalmente consegui, depois de
dez aplicações", afirma.
As pacientes consideram ainda
que, embora mais caro que a
convencional, o "novo"
peeling acaba saindo mais em
conta . "Não é preciso
procurar, como antes, muitas
vezes o dermatologista para
chegar a um bom resultado",
compara Olga Gomes.
CONVENCIONAL
- A técnica mais conhecida
é com a utilização de ácidos.
A dermatologista Ana Luiza
Gadelha (228.3241) explica que os
compostos funcionam como
"descamadores" e
restauradores do colágeno
(fibras naturais hidratadoras da
pele). Cada aplicação é feita
em cerca de 30 minutos.
"Depois da descamação
total, surge um novo tecido e com
isso uma aparência muito mais
jovial".
Para que o
tratamento chegue até esse
resultado, a dermatologista
explica que o paciente precisa
tomar alguns cuidados
"provisórios". Deve
ficar pelo menos três meses sem
se expôr ao sol, tomar muito
líquido e não provocar a
própria descamação. "A
pele antiga vai saindo
normalmente. Se puxar, o
tratamento não vai adiantar
nada", alerta a
dermatologista. Ela afirma que o
melhor rendimento do peeling é
nas regiões da face, braços e
pernas. Além disso, diz que o
período entre os meses de agosto
e setembro é a época ideal para
quem quer fazer o peeling.
"O sol não está tão
forte. Por isso a preocupação
não precisa ser tão
grande", considera.
A arquiteta
Claudia Torres, de 34 anos, se
submeteu há um ano ao peeling
com substâncias ácidas. "O
ardor é leve. O maior problema
é ficar com o rosto vermelho e
pelo menos uma semana usando
chapéu e cremes para se proteger
do sol", afirma. Apesar dos
incômodos, ela diz que os
resultados foram os que ela
esperava. "A pele nova é
bem fina". Entusiasmada com
o primeiro tratamento, pretende
realizar outro no período das
férias. "Só espero que o
verão não seja forte".