JC
NEGÓCIOS
Fernando
Castilho
Crescendo
sempre graças a Deus
O Recife
continua a surpreender aos que se
dedicam a tentar entender sua
economia, seja ela formal,
informal ou tradicional mesmo.
Não pelo fato de continuar a ter
mais da metade dos negócios
gerados na Regão Metropolitana,
que por sua vez detém dois
terços da economia do estado,
mas porque o Recife continua se
descobrindo.
O curioso é
que o Recife reage sozinho e
acaba se revelando o verdadeiro
potencial de negócios que sua
localização confere não só ao
município, mas ao próprio
estado.
O caso do setor
de serviços prova isso
claramente. O comércio prova
isso todo dia e a própria força
da economia informal comprova a
idéia. O setor financeiro não
tem a sede de mais nenhuma grande
instituição aqui, mas continua,
disparado, a gerar um volume de
negócios que põe suas empresas
no topo dos maiores
contribuintes. O pólo médico,
por exemplo, surgiu, cresceu e se
consolidou sem ajuda especial do
governo e precisou se financiar
em linhas de crédito destinadas
a outro setores.
E o comércio,
sozinho, fez da cidade um centro
de distribuição sem que até
hoje haja uma só linha de
crédito que considere suas
carcaterísticas. Gerou-se,
descobriu seu próprio
diferencial e se consolidou como
base regional da maioria das
corporações que operam no
Brasil. Ou seja: enquanto os
dirigentes discutem, a cidade
simplesmente se inventa.
Jaboatão
está no lixo
Produtor de 900
toneladas de lixo por dia, o
município de Jaboatão dos
Guararapes está sem conseguir
recolher nem metade. Como não
receberam pelo serviço já
prestado ao município, duas
empresas do setor contratadas sob
o regime de emergência deixaram
de fazer a coleta há três
meses. Hoje, a empresa municipal
(Endesa) tenta recolher o que
pode, fazendo contratos por
empreitada com donos de
caçambas. Nenhuma empresa está
disposta a fazer o serviço.
Simplesmente não há nenhum tipo
de programação financeira
porque o prefeito Newton Carneiro
decidiu reassumir a coleta. O
custo mensal do serviço é de 1
milhão.
Conta
de chegada
Independente
das querelas eleitorais, acendeu
a luz vermelha em diversos
segmentos empresariais
pernambucanos sobre o futuro da
Celpe depois desta tempestade
russa. Todo mundo concorda que o
melhor é adiar a venda. Mas se
acredita que quando ela vier, o
preço será menor do que o
próprio BNDES estimou (R$ 2
bilhões) e, finalmente, será
mais difícil alavancar recursos
de terceiros para
contra-partidas. Ou seja: a crise
russa já deu um choque na Celpe.
Turismo
Down
O Conselho
Mundial de Viagens e Turismo, que
fica em Londres, estima que o
setor vai sofrer ano que vem por
conta da crise da Ásia e da
Rússia. O CMVT tinha projetado
um crescimento médio de 7% no
ano 2.008, o que triplicaria o
PIB do setor. Mas agora tudo
mudou.
MST
Urbano
Pois é: o
templo da modernidade da empresa,
o Empresarial Center I, foi
maculado, ontem. Um grupo de 130
trabalhadores sem salários da
Usina Pumaty literalmente invadiu
o prédio e saiu à caça dos
dirigentes da empresa em busca de
salários. Pôs abaixo todo o
sofisticado sistema de segurança
dos executivos que ali trabalham.
Além do
próprio presidente licenciado,
Fernando Bezerra (PMDB-RN)
candidato ao Senado, a CNI
acredita que possa eleger pelo
menos seis deputados federais.
Ao falar para
aos lojistas, ontem, no CDL, o
candidato Carlos Wilson lembrou a
condição de lojista de seu pai
(Wilson Campos) que já foi até
presidente da CDL-Recife.
Inaugura,
amanhã, na Domingos Ferreira,
junto ao Banco Bandeirantes, o
primeiro centro automotivo 24
Horas do Nordeste. Da rede, Max
Troc tem 1.200 m2 e será todo
computadorizado.
Vai começar um
grande debate entre os
economistas brasileiros e
internacionais sobre o quanto
nós vamos crescer ano que vem. O
Governo pelo Orçamento mandado
ao Congresso prevê quase 40%. O
Banco J.P. Morgan trabalha com
-2%.
O preço do
metro quadrado no Pólo Médico
continua em alta, apesar das
notícias da crise russa. Como na
Agamenon Magalhães ele já está
proibitivo, as empresas do setor
começam a trabalhar com reunião
de terrenos de velhas casas do
Derby.
A Parmalat
trabalha com a idéia de US$ 100
milhões no Brasil este ano.
Sendo que US$ 45 milhões da
controlada Etti na área de
verduras e legumes. No primeiro
semestre só a linha Parmalat
lançou 52 novos produtos.
Além do
Congresso de milho e sorgo que
começa domingo e termina
sexta-feira no Mar Hotel, o setor
rural continuará a debater seus
negócios no Recife na semana
seguinte, quando acontece a
Hortícola 98, no Centro de
Convenções.
E-mail:
castilho@jc.com.br
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