-- - - -- - - -- - - -- - - -- - - -- - - -Jornal do Commercio - Recife, 02 de setembro de 1998


PEOPLE NET
Sandra Carvalho

Tudo pela fama digital

Primeiro foi a febre pela fama na era do ouro do rádio. Depois vieram os maníacos pelo sucesso no cinema e na TV. Agora já há quem vislumbre a mídia promissora da Internet como trampolim para fama mundial e instantânea. É o caso de Ken Tipton, mentor do website Our First Time (Nossa Primeira Vez), que prometeu exibir ao vivo pela Web a perda da virgindade entre dois adolescentes.

O site, lógico, causou imensa polêmica e levantou a ira de entidades religiosas e conservadoras dos Estados Unidos. No final das contas, descobriu-se que tudo não passava de enrolação. Os adolescentes eram atores na faixa dos 20 anos, pagos para encenar o drama digital. Tipton alegou que o site tinha intencao puramente educativa. Os jovens iriam praticar abstinência e falar sobre sexo seguro.

Agora o trapalhão Tipton quer processar a companhia parceira Internet Entertainment Group (IEG) por ter caído fora do programa antes do tempo. A IEG está por trás de um dos mais lucrativos e famosos websites pornôs. Tipton quer US$ 3.5 milhões por quebra de contrato e US$ 10 milhões por difamação. Isso porque os executivos da IEG romperam o contrato pela exibição do Our FirsT Time e disseram, no site, que Tipton queria é atrair a atenção para o seu novo filme e enganar toda comunidade.

Advogados de Tipton alegam que o seu cliente foi significantemente prejudicado em sua reputação como filmaker e ator. Mas a confusão está apenas começando, porque a IEG também quer processar o mentor do site virginal. Porém, segundo analistas, os internautas não acreditaram muito na tal historia. Quem comprou mesmo a perda da virgindade online foram os editores de jornais. Pelo menos, mesmo sem ganhar seus milhões de dólares, Tipton conseguiu o que queria: mais de 15 minutos de fama.

Negócio da Índia

O comércio eletrônico na Índia deverá atingir a cifra de US$ 160 milhões por volta do ano 2001, segundo estudo desenvolvido pela companhia Internacional Data Corporation (IDC). No ano passado, o volume de vendas no mercado digital foi de US$ 2,8 milhões. A IDC estima que o comércio na Web deverá gerar vendas mundiais de US$ 123 bilhões na virada do século. Quando a Web se tornar ainda mais popular e veloz, pessoas vão comprar desde tickets de cinema e pizzas a automóveis, tudo pelo computador. Claro, o crescimento desse negócio na Índia vai depender, e muito, de banda telefônica veloz e da liberação do governo para a operação de provedores de acesso no país, a partir de setembro. Até agora há apenas uma empresa com autorização para operar, com mais de 150 mil usuários cadastrados. Mas, segundo os experts, o país tem bastante potencial, a exemplo da China, de consumidores onlin

Web vigilante

A empresa Pentax acaba de lançar a Versacan Web Camera, que pode ser programada para tirar fotos automaticamente e enviar o material compactado e com altíssima definição pela Internet, para qualquer parte do planeta. A câmera pode enviar foto, inclusive, para a conta de e-mail, intranets, circuitos internos de TV, entre outros fins. Ela pode ser facilmente configurada para trabalhar com modem e transmitir imagens em tempo real via telefone celulares. O equipamento é ideal para o monitoramento de prédios, por exemplo. Ela deverá ser apresentada este mês numa conferência sobre segurança em Nova York e chegar ao mercado no final do ano.

Da garotada

As crianças são a principal razão da existência do computador dentro de casa, pelo menos, nos lares norte-americanos. Foi o que revelou uma pesquisa feita pela Nielsen Media com a CommerceNet. Os pais compram para o bel-prazer dos pimpolhos, mas, no final das contas, são os que mais usam a rede, até o momento. Do total de usuários, cerca de 36 milhões têm crianças em casa. Enquanto 10 milhões de americanos nem sonham em acessar a rede mundial, mais de 20 milhões vem usando a Net de forma intensiva, principalmente para comprar hardware, software, livros, tickets aéreos, CDs e até flores para entrega a domicílio.

Net cidadãos

Tecnologistas, membros do Congresso Americano, internautas e representantes de entidades pelos direitos humanos se reuniram na conferência "O Progresso e a Liberdade no Cyberespaco e o Sonho Americano". O centro do debate foi a influência da política na rede e se a democracia no universo digital é compatível com a "democracia" real. Pelo menos, eles chegaram a uma conclusão: a política deverá mudar a Net, mas o contrário também vai acontecer. Ou seja, a criação de uma legislação internacional para a rede é apenas uma questão de tempo. Os participantes crêem que a rede precisa de regras sobre o cybercrime e a liberdade de expressão. Em alguns países, como a China, o conteúdo é monitorado. Por outro lado, segundo os debatedores, a rede, como fenômeno de massa, aproximar o cidadão mais da política. Pesquisas mostram que os internautas são mais politizados que os cidadãos desplugados. Nos EUA, a influência da rede na política já é evidente. Quase todos os políticos usam a Net como plataforma e se comunicam com o eleitorado via e-mail.

E-mail

sandramega@hotmail.com

 
 

 

Índice | Editorial | Política | Brasil | Internacional | Cidades | Ciência/Meio Ambiente | Esportes | Economia |
Caderno C | Informática | Turismo | Charge | Colunas | Regional | Veículos | Família | Especiais

Últimas Notícias | JC Debate | Roteiro | Weekend | Bate-papo | Tábua de Marés
Fale com o JC | Links | Classificados | Rádio Jornal| Edições Anteriores | Assinantes