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PEOPLE
NET
Sandra
Carvalho
Tudo
pela fama digital
Primeiro foi a
febre pela fama na era do ouro do
rádio. Depois vieram os
maníacos pelo sucesso no cinema
e na TV. Agora já há quem
vislumbre a mídia promissora da
Internet como trampolim para fama
mundial e instantânea. É o caso
de Ken Tipton, mentor do website
Our First Time (Nossa Primeira
Vez), que prometeu exibir ao vivo
pela Web a perda da virgindade
entre dois adolescentes.
O site,
lógico, causou imensa polêmica
e levantou a ira de entidades
religiosas e conservadoras dos
Estados Unidos. No final das
contas, descobriu-se que tudo
não passava de enrolação. Os
adolescentes eram atores na faixa
dos 20 anos, pagos para encenar o
drama digital. Tipton alegou que
o site tinha intencao puramente
educativa. Os jovens iriam
praticar abstinência e falar
sobre sexo seguro.
Agora o
trapalhão Tipton quer processar
a companhia parceira Internet
Entertainment Group (IEG) por ter
caído fora do programa antes do
tempo. A IEG está por trás de
um dos mais lucrativos e famosos
websites pornôs. Tipton quer US$
3.5 milhões por quebra de
contrato e US$ 10 milhões por
difamação. Isso porque os
executivos da IEG romperam o
contrato pela exibição do Our
FirsT Time e disseram, no site,
que Tipton queria é atrair a
atenção para o seu novo filme e
enganar toda comunidade.
Advogados de
Tipton alegam que o seu cliente
foi significantemente prejudicado
em sua reputação como filmaker
e ator. Mas a confusão está
apenas começando, porque a IEG
também quer processar o mentor
do site virginal. Porém, segundo
analistas, os internautas não
acreditaram muito na tal
historia. Quem comprou mesmo a
perda da virgindade online foram
os editores de jornais. Pelo
menos, mesmo sem ganhar seus
milhões de dólares, Tipton
conseguiu o que queria: mais de
15 minutos de fama.
Negócio
da Índia
O comércio
eletrônico na Índia deverá
atingir a cifra de US$ 160
milhões por volta do ano 2001,
segundo estudo desenvolvido pela
companhia Internacional Data
Corporation (IDC). No ano
passado, o volume de vendas no
mercado digital foi de US$ 2,8
milhões. A IDC estima que o
comércio na Web deverá gerar
vendas mundiais de US$ 123
bilhões na virada do século.
Quando a Web se tornar ainda mais
popular e veloz, pessoas vão
comprar desde tickets de cinema e
pizzas a automóveis, tudo pelo
computador. Claro, o crescimento
desse negócio na Índia vai
depender, e muito, de banda
telefônica veloz e da
liberação do governo para a
operação de provedores de
acesso no país, a partir de
setembro. Até agora há apenas
uma empresa com autorização
para operar, com mais de 150 mil
usuários cadastrados. Mas,
segundo os experts, o país tem
bastante potencial, a exemplo da
China, de consumidores onlin
Web
vigilante
A empresa
Pentax acaba de lançar a
Versacan Web Camera, que pode ser
programada para tirar fotos
automaticamente e enviar o
material compactado e com
altíssima definição pela
Internet, para qualquer parte do
planeta. A câmera pode enviar
foto, inclusive, para a conta de
e-mail, intranets, circuitos
internos de TV, entre outros
fins. Ela pode ser facilmente
configurada para trabalhar com
modem e transmitir imagens em
tempo real via telefone
celulares. O equipamento é ideal
para o monitoramento de prédios,
por exemplo. Ela deverá ser
apresentada este mês numa
conferência sobre segurança em
Nova York e chegar ao mercado no
final do ano.
Da garotada
As crianças
são a principal razão da
existência do computador dentro
de casa, pelo menos, nos lares
norte-americanos. Foi o que
revelou uma pesquisa feita pela
Nielsen Media com a CommerceNet.
Os pais compram para o bel-prazer
dos pimpolhos, mas, no final das
contas, são os que mais usam a
rede, até o momento. Do total de
usuários, cerca de 36 milhões
têm crianças em casa. Enquanto
10 milhões de americanos nem
sonham em acessar a rede mundial,
mais de 20 milhões vem usando a
Net de forma intensiva,
principalmente para comprar
hardware, software, livros,
tickets aéreos, CDs e até
flores para entrega a domicílio.
Net
cidadãos
Tecnologistas,
membros do Congresso Americano,
internautas e representantes de
entidades pelos direitos humanos
se reuniram na conferência
"O Progresso e a Liberdade
no Cyberespaco e o Sonho
Americano". O centro do
debate foi a influência da
política na rede e se a
democracia no universo digital é
compatível com a
"democracia" real. Pelo
menos, eles chegaram a uma
conclusão: a política deverá
mudar a Net, mas o contrário
também vai acontecer. Ou seja, a
criação de uma legislação
internacional para a rede é
apenas uma questão de tempo. Os
participantes crêem que a rede
precisa de regras sobre o
cybercrime e a liberdade de
expressão. Em alguns países,
como a China, o conteúdo é
monitorado. Por outro lado,
segundo os debatedores, a rede,
como fenômeno de massa,
aproximar o cidadão mais da
política. Pesquisas mostram que
os internautas são mais
politizados que os cidadãos
desplugados. Nos EUA, a
influência da rede na política
já é evidente. Quase todos os
políticos usam a Net como
plataforma e se comunicam com o
eleitorado via e-mail.
E-mail
sandramega@hotmail.com
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