UNIÃO POR PERNAMBUCO II
União
teme que o triunfalismo atrapalheO clima de vitória que
começou a contagiar a União por
Pernambuco com o guia eleitoral,
na semana passada, e tomou corpo
com declarações do próprio
candidato a governador Jarbas
Vasconcelos (PMDB), de que a
"vitória seria estrondosa
na capital", deixou o
comando da campanha preocupado. A
cúpula da campanha teme que o
triunfalismo, faltando um mês
para a eleição, venha a afetar
o ânimo da militância, gerando
acomodação. "É perigoso,
porque temos que garantir na urna
a vantagem apontada nas
pesquisas", diz uma fonte.
A preocupação
em manter a vantagem e não
cometer erros que possam vir a
alterar o quadro da disputa é
tal, que há quem defenda, na
União por Pernambuco, que o guia
eleitoral se preocupe nos
últimos dias em convocar a
população, principalmente da
Região Metropolitana do Recife,
a ir às urnas. Ninguém quer
repetir o sufoco da eleição
municipal de 1992, quando Jarbas
despontou como candidato favorito
durante toda a campanha, ganhou a
eleição, mas quase foi para o
segundo turno. Em 92, Jarbas
disputou com concorrentes de
fôlego eleitoral, como Humberto
Costa (PT) e André de Paula
(PFL), sem falar em Newton
Carneiro, na época do PSC.
A estratégia
para impedir que o clima de
"já ganhou", ao invés
de ajudar, prejudique a campanha
da União por Pernambuco é
acelerar o ritmo dos eventos,
não deixando folga para a
acomodação da militância. A
palavra de ordem na coligação
é ocupar as ruas, com ou sem os
candidatos majoritários. Jarbas
Vasconcelos, Mendonça Filho e
José Jorge vão ter uma agenda
cheia, chegando a visitar onze
municípios num só dia. Paralelo
a isso, os setores de
mobilização estão encarregados
de intensificar os eventos, tanto
no interior, como no Recife e
região metropolitana, sem a
presença dos majoritários.