- - - -- - - - - - - -- - - - - - - - - --Jornal do Commercio - Recife, 02 de setembro de 1998

FRENTE POPULAR
Arraes ironiza otimismo dos adversários

O governador e candidato à reeleição, Miguel Arraes (Frente Popular), negou ontem que sua campanha esteja enfrentando problemas de comunicação e que, por isso, não estaria subindo nas pesquisas de intenção de voto. "Nós temos andado no interior e reunido muita gente e a comunicação se deu, inclusive, na praça pública. Quem já acompanhou pode testemunhar isso", afirmou, após receber, na Federação dos Trabalhadores na Agricultura (Fetape), as propostas da entidade para o campo. Sobre o clima de otimismo verificado na União por Pernambuco - coligação do candidato Jarbas Vasconcelos (PMDB) - Arraes rebateu: "Isto indica que eles estão muito assustados. Para ter clima de triunfalismo fora de tempo é muito ruim".

Também na Fetape, o deputado Humberto Costa (PT) - candidato a senador da Frente Popular - acusou o ex-governador Joaquim Francisco (PFL) de ter acabado com o programa Chapéu de Palha (que atendia aos componeses na Zona da Mata), quando assumiu o Governo, em 1991, e de substituí-lo por um programa "eleitoreiro".

Em entrevista, Arraes tentou minimizar a crise entre a Compesa (Governo estadual) e o Dnocs (Governo federal) pela disputa para implantação das adutoras na barragem de Jucazinho. "Nossos projetos não coincidem, nem colidem com os do Governo federal. Apenas precisamos de água de Jucazinho. Acho que não vai ter problema de tirar água para a população; os trabalhos continuam", disse, se referindo à construção da adutora para Surubim. Na última quarta-feira (26), duas construtoras contratadas pelo Dnocs iniciaram a colocação das redes de canos para as 14 cidades beneficiadas. "Se eles fizerem as adutoras para os 14 municípios, nós agradecemos. É uma questão de calamidade e não se pode ficar brigando, esta é uma questão de menino", completou.

Pouco antes, o governador tinha lembrado que compete à Compesa a distribuição da água e colocado em dúvida as intenções do Dnocs. "Nosso desejo é levar água para a população, pouco importa que seja com o Dnocs, o ministro, o presidente, seja quem for. A questão é de levar água, e nem verbas eles têm no orçamento federal para fazer como eles querem. Caruaru vai ter água da Barragem do Prata (construída pelo Estado) em pouco tempo. Essa briga d'água não tem o menor sentido", disse.


     

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