MUDA PERNAMBUCO II
Tucano
ainda acredita em virar o jogoFaltando 33 dias para as
eleições, o senador Carlos
Wilson não demonstra desânimo
na disputa pelo Governo do
Estado, mesmo se mantendo em uma
posição difícil nas pesquisas.
Questionado, ontem, pelos
associados da CDL sobre a sua
colocação nas pesquisas, o
tucano lembrou as eleições para
senador, em 94, quando também
amargava uma posição de derrota
e foi o mais votado para o
Senado.
Sem prever
nenhum chamado "fato
novo", que os analistas
políticos e marqueteiros apontam
como saída para os candidatos em
posição difícil na reta final
de uma campanha, Carlos Wilson
apenas garantiu:
"Acontecendo ou não um fato
novo, eu vou até o último dia
da campanha, com essa mesma
determinação e a convicção de
que serei eleito governador de
Pernambuco". E se essa
reviravolta na posição depender
de uma mudança de tom, não
haverá modificação. Carlos
Wilson afirmou que que não
pretende alterar o discurso que
vem adotando desde o início da
campanha: o de que a briga entre
os grupos políticos, liderados
por Arraes e Marco Maciel (PFL),
é responsável pela situação
difícil que o Estado atravessa.
"O
problema de Pernambuco é
eminentemente político. Ou se
acaba com essa briga que divide o
Estado, ou Pernambuco não irá
retomar a sua posição de
destaque no cenário econômico.
Eu vou continuar afirmando isso e
lembrando que sou o único capaz
de unir forças em favor do
Estado", afirmou. O
candidato também atribuiu o
"atraso" de Pernambuco
à falta de continuidade
administrativa. E afirmou que o
Ceará avançou graças ao
comprometimento dos governantes,
e sobretudo, ao fim da política
de grupo, a dos coronéis, com a
eleição do tucano Tasso
Jereissati.