RUMO AO PLANALTO
PPS
tenta última cartada para
impulsionar campanha de CiroDa Sucursal
BRASÍLIA -
O PPS vai tentar a última
cartada para reverter os baixos
índices registrados pelo
candidato à presidência Ciro
Gomes. A partir desta semana,
Ciro e seu vice, o senador
Roberto Freire, vão procurar
fazer campanha separados. A
estratégia, segundo o senador
pernambucano, é maximizar o
contato corpo-a-corpo com os
eleitores, a principal arma usada
até agora pelo partido, que
dispõe de poucos recursos para
propaganda e eventos, e que não
obteve o retorno esperado com o
guia.
"Em alguns
momentos, como na realização de
comícios, estaremos juntos. Mas
nos debates, almoços, palestras
e outras atividades, estaremos
sozinhos. Com isso vamos dobrar o
corpo-a-corpo e alcançar mais
eleitores", acredita o
senador, que já vem cumprindo
uma maratona de aproximadamente
14 a 16 horas por dia de visitas
a Estados, muitas vezes
financiada com recursos
próprios.
A decisão de
partir para o corpo-a-corpo,
também tem como base, segundo
Freire, outra constatação: os
pós-comunista acham que foram
prejudicados pela Lei Eleitoral,
já que pelas novas regras o
tempo de campanha gratuita em TVs
e rádios foi diminuído,
beneficiando aqueles que dispõem
de tempo (devido a coligações),
ou recursos para propaganda paga.
Ele também
denuncia um verdadeiro
"cerco" em torno do
candidatura Ciro. A imprensa e a
esquerda "tradicional"
(PT e PDT, segundo Freire),
seriam responsáveis pelo cerco e
pelo fracasso eleitoral de Ciro,
que no início das eleições era
apontado como o único nome capaz
de se contrapor à candidatura de
Fernando Henrique. "Todos
estão agindo como se não
existisse nenhuma outra
candidatura", explica.
Na opinião do
senador, "a campanha hoje
está polarizada em torno de FHC
Henrique (PSDB) e Luis Inácio
Lula da Silva (PT). Com isso, se
atendeu plenamente o desejo do
Governo, que desde o começo
queria reproduzir o clima das
eleições de 1994, quando a
polarização também se deu
entre FHC e Lula e cujo resultado
é conhecido de todos", diz
Freire.