SUCESSÃO PRESIDENCIAL III
Lula
compara Governo FHC ao Palace 2RIO - O candidato
das oposições à Presidência,
Luiz Inácio Lula da Silva (PT),
comparou a política econômica
do Governo do presidente Fernando
Henrique Cardoso à situação da
véspera do desmoronamento do
edifício Palace 2, na Barra da
Tijuca. "O Governo tem de
falar: a situação é essa e
devemos fazer tal coisa porque,
se vier um terremoto, meu caro,
aí vai pegar muita gente
desprevenida, como ocorreu no
caso do prédio", comentou.
Sustentando que
o governo não está sendo claro
sobre as reais conseqüências
para o Brasil da crise financeira
internacional, Lula criticou a
equipe econômica. "O papel
de um governo sério é dizer a
verdade", afirmou,
classificando de
"presunçosa" a
proposta orçamentária
encaminhada ao Congresso. "O
orçamento é uma coisa
fictícia, porque Fernando
Henrique não cumpre a proposta
orçamentária."
A coligação
de Lula entrou no TSE com duas
representações contra FHC por
propaganda eleitoral irregular e
enganosa. O PT pede a suspensão
da veiculação dos programas,
afirmando que, em 18 inserções,
Fernando Henrique aparece sem
referência a sua candidatura,
nome da coligação ou partido
pelo qual tenta a reeleição, em
desrespeito ao Código Eleitoral.
De acordo com a coligação, a
ausência das referências pode
dar ao telespectador a falsa
impressão de que trata-se de um
pronunciamento presidencial à
Nação.
CONSELHO -
O candidato petista vai formar um
conselho político
suprapartidário para auxiliá-lo
na campanha e nas decisões de um
eventual governo de esquerda. A
idéia, segundo Lula, é
democratizar politicamente a
campanha, ampliando o número de
pessoas que passarão a ter
influência nas decisões. Entre
os cotados para integrar o
conselho estão o economista
Celso Furtado, o escritor
Fernando Moraes, o presidente do
PMDB, Paes de Andrade, o
ex-governador do Paraná, Roberto
Requião, o governador Miguel
Arraes, a economista Maria da
Conceição Tavares e o escritor
Ariano Suassuna.
Para Lula,
"qualquer governo que quiser
dar certo, tem de ter
representação na sociedade,
para discutir os problemas de
governo e as saídas que muitas
vezes o governo não enxerga. Se
FHC tivesse um conselho, se ele
tivesse ouvidos e não só boca,
certamente não estaria metendo o
Brasil na encruzilhada em que
está metendo." Segundo o
candidato, um ou mais nomes do
conselho poderão eventualmente
participar de seu ministério.