APRENDIZADO II
Aprenda
o velho inglês, mas com um
tempero diferenteQuando os recifenses
começaram a procurar cursos de
idiomas no exterior, praticamente
não pensavam em aprender outra
língua a não ser o inglês.
"Flórida ou Nova Iorque era
o destino das dez pessoas, no
máximo, que iam estudar fora
pela nossa agência", lembra
o operador de cursos Hélio
Campos, que começou a trabalhar
na cidade há 25 anos. Segundo
ele, naquela época, o curso e a
acomodação não custavam mais
do que US$ 400,00, quantia
acessível apenas para
"figurões da alta sociedade
pernambucana", como Campos
define.
De lá para
cá, o inglês continua sendo o
idioma mais procurado no mundo
por quem aprende uma segunda
língua - dos 478 milhões de
pessoas que o dominam, 152
milhões são de falantes
não-nativos. No entanto, não
foi só o preço dos cursos que
mudaram. Hoje, os estudantes
estão mais criativos na hora de
aprender a língua de Shakespeare
e os locais de estudo são outros
bem diferentes da tradicional
terra da rainha ou do festivo
país do Tio Sam.
Se você quer
aprender inglês com um
belíssimo sotaque italiano e
conhecer uma cultura que é um
misto de européia e africana,
pode arrumar as malas e embarcar
em direção à Ilha de Malta.
Encravada em meio ao Mar
Mediterrâneo, no sul da Itália,
essa antiga possessão britânica
é repleta de construções
históricas que guardam lendas
mitológicas. Duas escolas com
representação no Recife têm
opções diferentes de
alojamento.
Uma delas é a
EF, que tem cadastradas famílias
que podem hospedar estrangeiros e
fazerem o aluno entrar em contato
com costumes bem peculiares. As
instalações da escola são
modernas e o clima é bastante
animado, próprio para os
estudantes entre 11 e 19 anos,
faixa etária dos alunos.
A outra opção
é a Aspect, que oferece a
oportunidade de se desfrutar o
clima cosmopolita de um centro de
estudo de línguas onde pode-se
conhecer gente de todos os
continentes. A escola da Aspect
em Malta recebe estudantes a
partir dos 16 anos, que ficam
hospedados na própria escola. O
prédio está a apenas seis
quilômetros de La Valletta, a
pitoresca capital de Malta. As
acomodações, nesse caso, podem
ser completas, com cozinha
inclusive, ou apenas quartos
simples.
A Aspect tem,
também, escolas em Auckland, a
maior cidade da distante Nova
Zelândia. Assim como a
Austrália, o país tem uma forte
tradição em esportes radicais.
Ali, sua diversão pode ser pular
de bungie jumping, uma invenção
nacional que se espalhou pelo
resto do mundo. Quem sabe você
não volta de lá esnobando
algumas expressões em maori, o
idioma dos habitantes nativos e
ainda falado em alguns locais,
mesmo em alguns bairros de
Auckland?
O MELHOR DA
IRLANDA - Outro centro de
estudo da Aspect fica em Dublin,
capital da mais próxima - mas
não menos conhecida dos
brasileiros - Irlanda. Mais uma
vez, os jovens são os que mais
aproveitam o país. A Irlanda tem
a vida noturna mais agitada do
continente, na opinião dos
jovens europeus, que cruzam a
fronteira e dois canais para se
divertir nos seus animados pubs.
O engenheiro
mecânico recifense José Milton
Bello, 29 anos, trocou, em cima
da hora, a Inglaterra pelo país
que ele definiu como
"festeiro" para estudar
a língua inglesa durante um
mês. "Um amigo, que já
havia estudado em Dublin, me
contou como era o povo e o país
e eu mudei de idéia. Não me
arrependi", conta o
engenheiro. Uma das vantagens que
ele viu foi que não encontrou
nenhum brasileiro por lá, o que
só ajuda a praticar o idioma.
"Na minha sala, havia 11
alunos de dez
nacionalidades", lembra.
Quanto ao clima
permanente de festa, ele fala da
Grafton Street, uma das
principais ruas no centro de
Dublin, para mostrar como os
irlandeses são alegres.
"Essa rua é fechada ao
tráfego, à noite, e as pessoas
ficam cantando ao som de harpas e
bebendo cerveja. É
maravilhoso!", define Bello.
E estudar na
Irlanda significa, ainda,
desfrutar de uma natureza
deslumbrante, que propicia
atividades de lazer que são
adrenalina pura, como descer rios
em botes infláveis ou escalar
montanhas de onde pode-se ter
vistas belíssimas.
Outra opção,
ali pertinho, é a Escócia, onde
a escola internacional Embassy
mantém um centro de estudo de
idiomas. O prédio fica na parte
histórica da aconchegante
capital do país, Edimburgo, de
apenas 500 mil habitantes. Com 30
salas de aula, a escola tem
instalações modernas e oferece
ao aluno a possibilidade de
hospedagem acadêmica ou casa de
família.
Outro país que
está prometendo se tornar uma
alternativa para quem quer
aprender inglês é a África do
Sul. Um das operadoras que está
ofercendo o novo destino é a EF,
que está levando a primeira
turma no próximo verão. A maior
atração vendida pelas agências
são os safáris, quando pode-se
ver os mesmos animais que se
encontram nos zoológicos, mas
fora das jaulas. (S.R.L.)