- - - -- - - - - - - - - - - -- - - - - - - -Jornal do Commercio - Recife, 27 de agosto de 1998

APRENDIZADO II
Aprenda o velho inglês, mas com um tempero diferente

Quando os recifenses começaram a procurar cursos de idiomas no exterior, praticamente não pensavam em aprender outra língua a não ser o inglês. "Flórida ou Nova Iorque era o destino das dez pessoas, no máximo, que iam estudar fora pela nossa agência", lembra o operador de cursos Hélio Campos, que começou a trabalhar na cidade há 25 anos. Segundo ele, naquela época, o curso e a acomodação não custavam mais do que US$ 400,00, quantia acessível apenas para "figurões da alta sociedade pernambucana", como Campos define.

De lá para cá, o inglês continua sendo o idioma mais procurado no mundo por quem aprende uma segunda língua - dos 478 milhões de pessoas que o dominam, 152 milhões são de falantes não-nativos. No entanto, não foi só o preço dos cursos que mudaram. Hoje, os estudantes estão mais criativos na hora de aprender a língua de Shakespeare e os locais de estudo são outros bem diferentes da tradicional terra da rainha ou do festivo país do Tio Sam.

Se você quer aprender inglês com um belíssimo sotaque italiano e conhecer uma cultura que é um misto de européia e africana, pode arrumar as malas e embarcar em direção à Ilha de Malta. Encravada em meio ao Mar Mediterrâneo, no sul da Itália, essa antiga possessão britânica é repleta de construções históricas que guardam lendas mitológicas. Duas escolas com representação no Recife têm opções diferentes de alojamento.

Uma delas é a EF, que tem cadastradas famílias que podem hospedar estrangeiros e fazerem o aluno entrar em contato com costumes bem peculiares. As instalações da escola são modernas e o clima é bastante animado, próprio para os estudantes entre 11 e 19 anos, faixa etária dos alunos.

A outra opção é a Aspect, que oferece a oportunidade de se desfrutar o clima cosmopolita de um centro de estudo de línguas onde pode-se conhecer gente de todos os continentes. A escola da Aspect em Malta recebe estudantes a partir dos 16 anos, que ficam hospedados na própria escola. O prédio está a apenas seis quilômetros de La Valletta, a pitoresca capital de Malta. As acomodações, nesse caso, podem ser completas, com cozinha inclusive, ou apenas quartos simples.

A Aspect tem, também, escolas em Auckland, a maior cidade da distante Nova Zelândia. Assim como a Austrália, o país tem uma forte tradição em esportes radicais. Ali, sua diversão pode ser pular de bungie jumping, uma invenção nacional que se espalhou pelo resto do mundo. Quem sabe você não volta de lá esnobando algumas expressões em maori, o idioma dos habitantes nativos e ainda falado em alguns locais, mesmo em alguns bairros de Auckland?

O MELHOR DA IRLANDA - Outro centro de estudo da Aspect fica em Dublin, capital da mais próxima - mas não menos conhecida dos brasileiros - Irlanda. Mais uma vez, os jovens são os que mais aproveitam o país. A Irlanda tem a vida noturna mais agitada do continente, na opinião dos jovens europeus, que cruzam a fronteira e dois canais para se divertir nos seus animados pubs.

O engenheiro mecânico recifense José Milton Bello, 29 anos, trocou, em cima da hora, a Inglaterra pelo país que ele definiu como "festeiro" para estudar a língua inglesa durante um mês. "Um amigo, que já havia estudado em Dublin, me contou como era o povo e o país e eu mudei de idéia. Não me arrependi", conta o engenheiro. Uma das vantagens que ele viu foi que não encontrou nenhum brasileiro por lá, o que só ajuda a praticar o idioma. "Na minha sala, havia 11 alunos de dez nacionalidades", lembra.

Quanto ao clima permanente de festa, ele fala da Grafton Street, uma das principais ruas no centro de Dublin, para mostrar como os irlandeses são alegres. "Essa rua é fechada ao tráfego, à noite, e as pessoas ficam cantando ao som de harpas e bebendo cerveja. É maravilhoso!", define Bello.

E estudar na Irlanda significa, ainda, desfrutar de uma natureza deslumbrante, que propicia atividades de lazer que são adrenalina pura, como descer rios em botes infláveis ou escalar montanhas de onde pode-se ter vistas belíssimas.

Outra opção, ali pertinho, é a Escócia, onde a escola internacional Embassy mantém um centro de estudo de idiomas. O prédio fica na parte histórica da aconchegante capital do país, Edimburgo, de apenas 500 mil habitantes. Com 30 salas de aula, a escola tem instalações modernas e oferece ao aluno a possibilidade de hospedagem acadêmica ou casa de família.

Outro país que está prometendo se tornar uma alternativa para quem quer aprender inglês é a África do Sul. Um das operadoras que está ofercendo o novo destino é a EF, que está levando a primeira turma no próximo verão. A maior atração vendida pelas agências são os safáris, quando pode-se ver os mesmos animais que se encontram nos zoológicos, mas fora das jaulas. (S.R.L.)


     

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