- - - -- - - - - - - - - - - -- - - - - - - -Jornal do Commercio - Recife, 27 de agosto de 1998

SERVIÇO DE BORDO II
Menu da primeira classe foge à regra e é tentador

Todo mundo sabe que os passageiros mais felizes do avião estão lá na primeira classe, mas, creia, sua inveja aumentaria vários pontos se você soubesse o que contêm as "bandejas" servidas nas refeições dos felizardos. São filés, camarões, champagnes, uísques 12 anos e, claro, caviar. "Este produto, por ser bastante específico, é bancado pela empresa aérea. É ela que compra as latas, nós apenas preparamos os acompanhamentos", diz o gerente da Gate Gourmet, Samuel Scheneeberger.

Já a TAM, que não divide os passageiros por classe, guarda alguns mimos para os clientes de acordo com o destino a ser tomado pelo avião. No vôo 827, para Brasília (saída às 17h), é servida uma taça de champagne para todos que subirem a bordo. As crianças, além de serem servidas com o mesmo tipo de alimentação dos pais, podem pedir outro tipo de lanche, à base de geléias e hambúrgueres, servido em "maletinhas". "Algumas delas gostam de levar a comida pra casa", diz Rui Barbosa de Araújo, representante regional da empresa. Na Varig, a primeira classe é servida com quatro opções de pratos quentes, caviar, três opções de sanduíches quentes e duas opções de sobremesa, além de várias frutas e os mais nobres queijos e vinhos.

PEDIDOS ESPECIAIS - Quem não é adepto da comida servida normalmente no avião pode solicitar refeições especiais até 48 horas antes do embarque, mas o ideal é que o pedido seja feito logo na reserva. A GateGourmet prepara, diariamente, cerca de 50 refeições especiais, um número considerado pequeno se for levada em consideração a produção diária de refeições comuns: aproximadamente três mil.

Apesar da solicitação antecipada, há casos em que os pedidos não são atendidos. Um bom exemplo é o da estudante de arquitetura Roberta Queiroga, 24 anos, que sofre nas viagens aéreas por adotar uma alimentação vegetariana. "Solicito a refeição durante as reservas, mas, no avião, a aeromoça simplesmente diz que eu não avisei com antecendência e nenhuma comida vegetariana foi solicitada", conta Roberta, que precisa juntar os pãezinhos e saladas da bandeja para não passar fome a bordo. "Uma vez, indo para o Japão, pedi comida vegetariana e fui atendida somente até a primeira escala, em Los Angeles. O serviço de bordo achou que, de lá para o Japão eu poderia muito bem comer carne", comenta, bem-humorada.


     

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