SERVIÇO DE BORDO II
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da primeira classe foge à regra
e é tentadorTodo mundo sabe que os
passageiros mais felizes do
avião estão lá na primeira
classe, mas, creia, sua inveja
aumentaria vários pontos se
você soubesse o que contêm as
"bandejas" servidas nas
refeições dos felizardos. São
filés, camarões, champagnes,
uísques 12 anos e, claro,
caviar. "Este produto, por
ser bastante específico, é
bancado pela empresa aérea. É
ela que compra as latas, nós
apenas preparamos os
acompanhamentos", diz o
gerente da Gate Gourmet, Samuel
Scheneeberger.
Já a TAM, que
não divide os passageiros por
classe, guarda alguns mimos para
os clientes de acordo com o
destino a ser tomado pelo avião.
No vôo 827, para Brasília
(saída às 17h), é servida uma
taça de champagne para todos que
subirem a bordo. As crianças,
além de serem servidas com o
mesmo tipo de alimentação dos
pais, podem pedir outro tipo de
lanche, à base de geléias e
hambúrgueres, servido em
"maletinhas".
"Algumas delas gostam de
levar a comida pra casa",
diz Rui Barbosa de Araújo,
representante regional da
empresa. Na Varig, a primeira
classe é servida com quatro
opções de pratos quentes,
caviar, três opções de
sanduíches quentes e duas
opções de sobremesa, além de
várias frutas e os mais nobres
queijos e vinhos.
PEDIDOS
ESPECIAIS - Quem não é
adepto da comida servida
normalmente no avião pode
solicitar refeições especiais
até 48 horas antes do embarque,
mas o ideal é que o pedido seja
feito logo na reserva. A
GateGourmet prepara, diariamente,
cerca de 50 refeições
especiais, um número considerado
pequeno se for levada em
consideração a produção
diária de refeições comuns:
aproximadamente três mil.
Apesar da
solicitação antecipada, há
casos em que os pedidos não são
atendidos. Um bom exemplo é o da
estudante de arquitetura Roberta
Queiroga, 24 anos, que sofre nas
viagens aéreas por adotar uma
alimentação vegetariana.
"Solicito a refeição
durante as reservas, mas, no
avião, a aeromoça simplesmente
diz que eu não avisei com
antecendência e nenhuma comida
vegetariana foi solicitada",
conta Roberta, que precisa juntar
os pãezinhos e saladas da
bandeja para não passar fome a
bordo. "Uma vez, indo para o
Japão, pedi comida vegetariana e
fui atendida somente até a
primeira escala, em Los Angeles.
O serviço de bordo achou que, de
lá para o Japão eu poderia
muito bem comer carne",
comenta, bem-humorada.