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UP GRADE
Gilvandro
Filho
A
caminho do homem-máquina
Na mesma semana
em que a Medicina anunciou o
primeiro passo concreto para o
homem biônico - com um braço
eletrônico à moda robocop -,
aparece a primeira pessoa a
implantar um chip de silício em
seu próprio corpo. Kevin
Warwick, um professor da
Universidade de Reading, na
Inglaterra, anda agora todo prosa
com o chip implantado em seu
braço esquerdo. Ele pretende,
com essa ciber-empreitada,
demonstrar como será a
integração homem/computador, no
futuro. Um tempo em que não
será mais preciso o uso de fios,
botões ou teclados. O
processador usado pelo pioneiro
professor é igual a qualquer um
disponível no mercado (para não
misturar ciência com
merchandising, ele se nega a
divulgar o fabricante), tem cerca
de uma polegada e foi implantado
com uma cirurgia simples, de 15
minutos de duração e com
anestesia local. Com o seu chip,
o professor Warwick se mantém
conectado com todos os
computadores da Universidade e
começa a ser festeja como sendo
o primeiro homem no mundo a ter,
realmente, sua porção máquina.
Por causa do
processador, todas as manhãs,
quando cruza as portas do prédio
da Universidade, ele é saudado
com um simpático "hello,
professor Warwick", enquanto
as portas se abrem
automaticamente. Seu micro ainda
dá um sinal que diz quantos
e-mails estão chegaram à sua
caixa postal e ainda acessa as
suas páginas preferidas na
Internet. Um luxo que o professor
inglês harmoniza com boas doses
de humor, ao dizer que teme ficar
obsoleto por causa dos avanços
tecnológicos. E ele explica o
motivo: "Minha mulher pode
quer me trocar por um mais
moderno".
E-mail
gil@jc.com.br
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