- - - - -- - - - - - - -- - - - - - - - --Jornal do Commercio - Recife, 02 de novembro de 1998

FINADOS
Cariocas invadem os cemitérios hoje

RIO - Os cemitérios da cidade deverão receber, hoje, Dia de Finados, 1,2 milhão de pessoas para prestar homenagens a parentes e amigos mortos, segundo previsão da Santa Casa da Misericórdia. Cemitérios como o São João Batista (Botafogo) e São Francisco Xavier (Caju) montaram esquemas especiais de serviço e segurança. Os 13 cemitérios administrados pela Santa Casa ficarão abertos das 6h até a saída do último visitante.

A segurança dos cemitérios será feita por policiais militares e civis, além de homens da Santa Casa e da Guarda Municipal. Para o São Francisco Xavier, foram deslocados 180 homens do 4º BPM (São Cristóvão), 10 policiais da 17ª DP (São Cristóvão), oito guardas municipais, 20 seguranças da Santa Casa, seis bombeiros e três delegados do Juizado de Menores. Ontem, no posto médico montado no cemitério do Caju, 59 pessoas foram atendidas com problemas de pressão.

Enquanto isso, o Cardeal Arcebispo do Rio, Dom Eugênio Sales, celebrou, ontem, missa em comemoração ao Dia de Todos os Santos, na Catedral de São Sebastião, na Avenida Chile. Durante a cerimônia, que contou com a presença de vários bispos auxiliares, Dom Eugênio crismou mais de 400 jovens de várias paróquias da cidade.

PAULISTAS - Muita gente aproveitou o domingo em São Paulo para ir aos cemitérios, fugindo assim do movimento previsto para hoje. Só nos cemitérios municipais, que até ontem haviam recebido pelo menos 500 mil visitantes, é esperado 1 milhão de pessoas. Houve quem tirasse o dia para limpar e enfeitar túmulos. Alguns preferiram pagar pelo serviço. "Dependendo da cara da pessoa, cobro até R$ 10,00, mas posso negociar", revelou o garoto Tiago Nascimento, de 14 anos. Alguns preferiram realizar o trabalho pessoalmente. "Faz parte de nossa obrigação com os antepassados", acredita o economista Orvile Orcesi, de 70 anos. "Há mais de 20 anos cumpro a tradição de vir na véspera e deixar tudo pronto para o Dia de Finados", contou a dona-de-casa Rosa Travaglia, de 60 anos.




   

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