FINADOS
Cariocas
invadem os cemitérios hojeRIO - Os
cemitérios da cidade deverão
receber, hoje, Dia de Finados,
1,2 milhão de pessoas para
prestar homenagens a parentes e
amigos mortos, segundo previsão
da Santa Casa da Misericórdia.
Cemitérios como o São João
Batista (Botafogo) e São
Francisco Xavier (Caju) montaram
esquemas especiais de serviço e
segurança. Os 13 cemitérios
administrados pela Santa Casa
ficarão abertos das 6h até a
saída do último visitante.
A segurança
dos cemitérios será feita por
policiais militares e civis,
além de homens da Santa Casa e
da Guarda Municipal. Para o São
Francisco Xavier, foram
deslocados 180 homens do 4º BPM
(São Cristóvão), 10 policiais
da 17ª DP (São Cristóvão),
oito guardas municipais, 20
seguranças da Santa Casa, seis
bombeiros e três delegados do
Juizado de Menores. Ontem, no
posto médico montado no
cemitério do Caju, 59 pessoas
foram atendidas com problemas de
pressão.
Enquanto isso,
o Cardeal Arcebispo do Rio, Dom
Eugênio Sales, celebrou, ontem,
missa em comemoração ao Dia de
Todos os Santos, na Catedral de
São Sebastião, na Avenida
Chile. Durante a cerimônia, que
contou com a presença de vários
bispos auxiliares, Dom Eugênio
crismou mais de 400 jovens de
várias paróquias da cidade.
PAULISTAS -
Muita gente aproveitou o domingo
em São Paulo para ir aos
cemitérios, fugindo assim do
movimento previsto para hoje. Só
nos cemitérios municipais, que
até ontem haviam recebido pelo
menos 500 mil visitantes, é
esperado 1 milhão de pessoas.
Houve quem tirasse o dia para
limpar e enfeitar túmulos.
Alguns preferiram pagar pelo
serviço. "Dependendo da
cara da pessoa, cobro até R$
10,00, mas posso negociar",
revelou o garoto Tiago
Nascimento, de 14 anos. Alguns
preferiram realizar o trabalho
pessoalmente. "Faz parte de
nossa obrigação com os
antepassados", acredita o
economista Orvile Orcesi, de 70
anos. "Há mais de 20 anos
cumpro a tradição de vir na
véspera e deixar tudo pronto
para o Dia de Finados",
contou a dona-de-casa Rosa
Travaglia, de 60 anos.