CARTEL
Acordo
entre firmas faz Saúde cancelar
licitaçãoBRASÍLIA - O
coordenador do grupo executivo de
ação na área hospitalar do
Ministério da Saúde, Benedito
Nicotero, garantiu ontem que as
licitações feitas no Hospital
Raphael de Paula Souza, em
Jacarepaguá, deverão ser
anuladas, caso seja confirmado
que houve acordo entre as
empresas. Empresas de
vigilância, limpeza e
manutenção predial, convidadas
porque cobram mais barato em
outros hospitais, aumentam o
preço, nas licitações,
beneficiando as que já
trabalhavam para o hospital.
Segundo ele,
nas próximas licitações, a
partir do dia 10, caso o valor
das propostas esteja acima do que
é cobrado no mercado, o
Ministério da Saúde deverá
chamar a empresa que tiver a
melhor oferta para negociar.
"Logo depois de abrir os
envelopes e, se o valor for acima
do que queremos pagar, vamos
começar a chamar as empresas
para negociar até que consigamos
baixar o preço aos patamares que
queremos", afirmou o
coordenador.
O Ministério
da Saúde usará como base para
classificar as propostas um
estudo dos valores de mercado e
áreas de atuação das empresas
feito pelo Ministério da
Administração. De acordo com
Nicotero, haverá um padrão que
classifica os prestadores de
serviço de acordo com o segmento
e o preço oferecido que deverá
ser seguido para que a
contratação dos serviços seja
feita.
Outro jeito de
prevenir a formação de cartel
foi a modificação do edital de
concorrência. Nos editais que
devem anteceder as próximas
licitações qualquer empresa que
comprove competência na área em
que vai atuar poderá concorrer.
Não será mais necessário
contratar apenas as empresas
especializadas na prestação de
serviços em hospitais.
"Sabíamos que estava
havendo cartel. Por isso
remodelamos o edital",
ressaltou Nicotero.