CENA
POLÍTICA
Ciro
Carlos Rocha
A
equipe de Jarbas
O governador
eleito Jarbas Vasconcelos (PMDB)
deve colocar, esta semana, um
ponto final nos muitos cochichos
que correm por aí sobre a
formação do secretariado. Esta
expectativa é de integrantes da
própria equipe jarbista, que
aguardam o anúncio, nos
próximos dias, de mais quatro ou
cinco nomes. Jarbas espera chegar
ao final do mês com toda a
equipe definida. Em dezembro,
antes da posse, faria a primeira
reunião conjunta.
No
disse-me-disse que corre solto,
uma preocupação vem sendo
lembrada, com insistência: a de
que será imprescíndivel colocar
à frente de algumas pastas -
Fazenda e Indústria e Comércio
(pode mudar de nomenclatura), por
exemplo - pessoas que tenham bom
trânsito nos ministérios
correspondentes. Essa
sinalização - já feita pelo
próprio governador-eleito - vem
sendo colocada, com a reserva que
o assunto merece, junto com a
lembrança de que, nas duas
passagens pela Prefeitura do
Recife, Jarbas teve a habilidade
de montar equipes competentes.
Isso, frisam, sem deixar de
contemplar todas as forças
políticas aliadas.
A solução
para a Secretaria de Segurança
Pública, uma pasta complicada
por natureza, é a que desperta
maior atenção. Todos querem
saber o alcance das alterações
na antiga Sorbone da Rua da
Aurora.
Terceiro
Mundo
O deputado
Fernando Lyra (PSB) ainda não
digeriu a derrota do seu
"amigo de fé"
Cristóvam Buarque (PT).
Encerrando sua longa e vitoriosa
vida parlamentar, ele afirma que
o resultado da eleição em
Brasília colocou sua auto-estima
no roda-pé. "Perdi a
ilusão de que pudéssemos ter
deixado de ser Terceiro
Mundo", lamenta.
Olho grande
As dificuldades
da administração Newton
Carneiro em Jaboatão
incentivaram possíveis
candidatos a prefeitos a 2002. O
vereador Bartolomeu Rodrigues
(PDT), depois de perder as
eleições para a Câmara
Federal, saiu com um outdoor
agradecendo os votos que recebeu
e já sinalizou para 2002. É
demais!
Novo apelido
- Apesar da silhueta
esquálida, o vice-presidente
Marco Maciel (PFL) ganhou um novo
apelido nos corredores do
Congresso Nacional: colchão de
ar. Explica-se: diplomático e
muito discreto - um verdadeiro
túmulo, na opinião de amigos -
Maciel vem sendo acionado para
fazer a paz entre o senador
Antônio Carlos Magalhães e os
parlamentares que se sentem de
alguma forma agredidos pelo
"trator" do PFL baiano.
Uma tarefa para poucos
Na paz
Sobre nota da
semana passada, na qual indaga a
"nova onda" de João
Paulo (PT), Geraldo Coelho (PFL)
informa que o diálogo transcrito
foi truncado. O sertanejo, que
está de olho na mesa diretora,
afirma que sempre respeitou o
"peão".
Pulga na
orelha
As notícias
sobre fusão de partidos aparecem
como "flores do
recesso", mas deixam Hélio
Seixas preocupado. Fiel ao PTB,
ele não quer nem ouvir falar em
fusão com o PFL e o PPB
malufista. "Se isso
acontecer deixo de ser
político", afirma.
Em Alta -
Ela perdeu a eleição, fica sem
mandato, mas saiu vitoriosa das
urnas: a deputada Martha Suplicy
foi decisiva na vitória do
tucano Mário Covas em São Paulo
e desponta como estrela
ascendente na constelação
petista.
Em Baixa -
O clima de campanha que insiste
em continuar, embalado por alguns
integrantes das equipes jarbista
e arraesista, sobretudo no
guarda-chuva do "off",
deve ir para escanteio. Não
custa lembrar que a eleição já
passou.
Alinhamento
total
A deputada
Luciana Santos (PCdoB) observa
que o governador eleito Jarbas
Vasconcelos (PMDB) está mais
alinhado ao Palácio do Planalto
- na defesa do pacote - do que
muitos tucanos.
Pau neles!
O prefeito
Roberto Magalhães (PFL) insiste
na advertência ao Planalto sobre
as conseqüências do pacote para
os municípios. "Só lembram
dos prefeitos nas eleições.
Depois, é pau neles",
diparou em entrevista à CBN.
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