MINEIRÃO III
Torcida
rubro-negra marca sua presençaA torcida atleticana era
a imensa maioria, mas quem pensou
que o Sport estaria sozinho no
Mineirão, enganou-se.
Numericamente pequeno, o apoio
foi destacado ao time
pernambucano durante os 90
minutos de partida. A torcida do
Cruzeiro, arqui-rival do
Atlético, compareceu com as
inconfundíveis camisas azuis.
Mas existia também rubro-negros
legítimos. Isto mesmo,
pernambucanos que moram em Minas
e outros tantos abnegados que
viajaram por quase dois dias só
para ver o jogo.
Fique claro: os
torcedores do Cruzeiro não foram
torcer a favor do Sport. A
torcida azulina, foi
exclusivamente para
"secar" o Galo. Fosse
qualquer outro time, os
cruzeirenses estariam no
Mineirão do mesmo jeito. "A
nossa motivação maior é a
rivalidade local", revelou o
dirigente da torcida organizada
Máfia Azul conhecido apenas como
Johny.
Porém, entre
as bandeiras da
"Raposa" havia alguns
rubro-negros autênticos. Era o
caso do estudante Jaílson
Freitas. Pernambucano, Jaílson
mora em Belo Horizonte desde os
12 anos de idade. "Tenho
simpatia pelos clubes daqui. Mas
meu coração é do Sport",
exalta.
Na mesma linha
segue o contador Fábio Almeida.
"Estou em Minas por
obrigação profissional. Meu
time é o Leão e não tem
segundo colocado",
radicaliza. Para Fábio, o Sport
será bicampeão brasileiro em
98. "A final vai ser
Palmeiras x Sport. Vamos ganhar
por 3x0", exagerava,
orgulhoso em ver sua equipe pisar
no gramado do Mineirão como uma
das oito melhores do Brasileiro.
TORCIDAS
ORGANIZADAS - Presenças
importantes de registrar foram as
torcidas organizadas do Sport. A
Bafo do Leão fretou um ônibus e
estendeu orgulhosa sua imensa
bandeira vermelha e preta na
arquibancada do Mineirão. A
Torcida Jovem também mandou
representantes.