TELECOMUNICAÇÕES III
Assunto
deverá ser regulamentado pela
Anatel em novembro Provedor, operadora de
telecomunicação? Qual a empresa
será a responsável de prover o
cidadão com a telefonia sobre o
protocolo IP? Essa resposta
deverá ser dada, próximo mês,
pela Agência Nacional de
Telecomunicações. O assunto
consta de relatório técnico que
está sendo analisado pelo
Conselho Diretor da Anatel.
A falta de
regulamentação deixa os
provedores em compasso de espera.
"Não vamos investir em
equipamento porque, no futuro, o
serviço pode ser proibido para
os provedores", analisa o
presidente da Mandic, Aleksander
Mandic. O Universo On Line
também aguarda a decisão.
"Pretendemos entrar nesse
campo. Mas, como o serviço ainda
não está comercial no mundo,
estamos esperando uma
definição", diz o
diretor-geral do Uol, Caio Túlio
Costa.
A pernambucana
Elógica chegou a oferecer um
projeto-piloto de telefonia via
Internet. Em julho, os clientes
puderam ligar para Rio de Janeiro
e São Paulo. "O projeto foi
abortado. Pelo menos, por
enquanto", informa a
coordenadora de Internet,
Catarina Viegas.
A disputa para
ser o responsável pela
prestação da telefonia IP não
é à toa. Relatório da AT&T
mostra que a empresa deverá
perder, até 2001, quase US$ 135
milhões na receita com serviços
convencionais de voz.
O diretor de
Negócios da Telpe, Tomazo
Truocchio, diz que a companhia
não será afetada pela
migração do usuário para a
telefonia via Internet - os
interurbanos representam quase
30% do faturamento de uma
operadora estadual. "Com o
aumento de tráfego, será
necessário mais linha dedicada,
oferecida por nós",
observa.