- - - -- - - -- - - -- - - -- - - -- - - -Jornal do Commercio - Recife, 28 de outubro de 1998

SEMINÁRIO
Encontro reúne parceiros da Symantec

por FABÍOLA BLAH
fabiolav@yahoo.com

Estratégias anti-pirataria e táticas para mercados em expansão, em especial a América Latina. Esses foram os principais temas discutidos na última International Partner Conference (IPC), seminário que fez um balanço do ano de 1998 e mostrou as tendências para o período seguinte na área de segurança de dados - tanto em hardware como software.

"Promovida anualmente pela Symantec, este ano a conferência aconteceu entre os dias 12 e 16 de outubro em San Diego, nos Estados Unidos. O público participante pode ser dividido em três tipos: os distribuidores, os grandes varejistas e os profissionais técnicos de venda, que entendem mais a fundo dos produtos por conta do suporte técnico que oferecem.

"Um dos representantes brasileiros foi o Grupo Bompreço, encaixado na segunda categoria. Paulo Athayde, comprador de informática do grupo, explica: "O Grupo Bompreço, junto com a Infobox e a Computer One, são as empresas do Nordeste que fecharam convênio com a Symantec. No Brasil, existem outros 21 parceiros". Os parceiros podem comercializar os produtos Symantec com preços mais acessíveis ao consumidor final, além de promoverem eventos e promoções para o lançamento das novidades. Para os funcionários, estão previstos treinamentos na área de informática.

ILEGALIDADE -" A venda de softwares piratas foi outro tema bastante discutido na IPC. Nos Estados Unidos, o consumidor é bastante consciente dos malefícios dessa atitude. Por uma questão cultural e também pelo elevado poder de compra, os usuários de programas de computador dão preferência a produtos que não estejam na ilegalidade. "A garantia de suporte é um fator fundamental para a aquisição de softwares originais de fábrica", diz Paulo Athayde.

Mas do lado de baixo do Equador a coisa muda um pouco de figura. De acordo com dados da consultoria Price WaterHouse, o mercado latino-americano de softwares de negócios (gerenciadores de finanças, por exemplo), entre os anos de 96 e 2000, teria uma expectativa de crescimento de U$S 663 milhões, se não fosse a pirataria. A pesquisa mostra que 68% dos programas vendidos na América Latina são falsificados.

"Em relação aos softwares de prateleiras - aplicativos utilitários como o Office, por exemplo - os dados da Price WaterHouse são mais alarmantes. O crescimento neste nicho de mercado poderia ser de U$S 669 milhões, no mesmo período de tempo. Athayde comemora: "Essas informações serviram para agilizar a briga contra a pirataria de softwares e hoje já podemos contar com a Receita Federal para ajudar na fiscalização". O Governo também perde com a falsificação. Se todas as empresas brasileiras que lidam com o desenvolvimento de softwares pagassem corretamente seus impostos, a arrecadação seria, pelo menos, R$ 300 mil maior do que se apresenta hoje.


 

 

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