SEMINÁRIO
Encontro
reúne parceiros da Symantecpor FABÍOLA BLAH
fabiolav@yahoo.com
Estratégias
anti-pirataria e táticas para
mercados em expansão, em
especial a América Latina. Esses
foram os principais temas
discutidos na última
International Partner Conference
(IPC), seminário que fez um
balanço do ano de 1998 e mostrou
as tendências para o período
seguinte na área de segurança
de dados - tanto em hardware como
software.
"Promovida
anualmente pela Symantec, este
ano a conferência aconteceu
entre os dias 12 e 16 de outubro
em San Diego, nos Estados Unidos.
O público participante pode ser
dividido em três tipos: os
distribuidores, os grandes
varejistas e os profissionais
técnicos de venda, que entendem
mais a fundo dos produtos por
conta do suporte técnico que
oferecem.
"Um dos
representantes brasileiros foi o
Grupo Bompreço, encaixado na
segunda categoria. Paulo Athayde,
comprador de informática do
grupo, explica: "O Grupo
Bompreço, junto com a Infobox e
a Computer One, são as empresas
do Nordeste que fecharam
convênio com a Symantec. No
Brasil, existem outros 21
parceiros". Os parceiros
podem comercializar os produtos
Symantec com preços mais
acessíveis ao consumidor final,
além de promoverem eventos e
promoções para o lançamento
das novidades. Para os
funcionários, estão previstos
treinamentos na área de
informática.
ILEGALIDADE -"
A venda de softwares piratas foi
outro tema bastante discutido na
IPC. Nos Estados Unidos, o
consumidor é bastante consciente
dos malefícios dessa atitude.
Por uma questão cultural e
também pelo elevado poder de
compra, os usuários de programas
de computador dão preferência a
produtos que não estejam na
ilegalidade. "A garantia de
suporte é um fator fundamental
para a aquisição de softwares
originais de fábrica", diz
Paulo Athayde.
Mas do lado de
baixo do Equador a coisa muda um
pouco de figura. De acordo com
dados da consultoria Price
WaterHouse, o mercado
latino-americano de softwares de
negócios (gerenciadores de
finanças, por exemplo), entre os
anos de 96 e 2000, teria uma
expectativa de crescimento de U$S
663 milhões, se não fosse a
pirataria. A pesquisa mostra que
68% dos programas vendidos na
América Latina são
falsificados.
"Em
relação aos softwares de
prateleiras - aplicativos
utilitários como o Office, por
exemplo - os dados da Price
WaterHouse são mais alarmantes.
O crescimento neste nicho de
mercado poderia ser de U$S 669
milhões, no mesmo período de
tempo. Athayde comemora:
"Essas informações
serviram para agilizar a briga
contra a pirataria de softwares e
hoje já podemos contar com a
Receita Federal para ajudar na
fiscalização". O Governo
também perde com a
falsificação. Se todas as
empresas brasileiras que lidam
com o desenvolvimento de
softwares pagassem corretamente
seus impostos, a arrecadação
seria, pelo menos, R$ 300 mil
maior do que se apresenta hoje.