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DOIS
TOQUES
Lula
Carlos
Zorra
coral
Amigos, hoje é
dia de finados, e só espero que
o Paysandu não enterre o Santa
Cruz. A cobrinha rasteja com
sacrifício, mas ainda mão
morreu. Se existe um fio de
esperança, que esse fio da
apareça. Não é mole não, 180
minutos de domínio sobre o
Paysandu e nenhum gol. isso acaba
com a gente, os locutores falam
em azar e eu aposto que é
incompetência mesmo.
Na segunda pá
de terra que jogou no Santa Cruz,
o time paraense estava desfalcado
de dois coveiros, expulsos do
campo santo do Santa. Mesmo
assim, os fantasmas corais só
fizeram assustar de mentirinha,
mandando bolas na trave, chutando
por fora, e perdendo chances e
mais chances de gol. Foi uma
zorra, e o timinho do Santa não
passa disso, uma zorra tricolor.
Agora, a
situação ficou complicada. O
time que não faz gol em ninguém
tem que marcar três gols de
vantagem para não decidir nos
pênaltis, ou dois para tentar a
sorte nos arremates penais. Se
empatar sobra, e se vencer com
diferença de um gol fica em casa
de vez. Não é de lascar? Você,
leitor, ainda acredita no Santa
Cruz? Gol de quem, Mirinda ou
Natan?
Eu não
acredito é no azar. Burrice tem
outro nome. Mas, pra quem
acredita, o dia de hoje é um
prato cheio. O Santa Cruz, na
situação em que se encontra,
decidindo a sua sorte num dia de
finados. Merece até um bom
epitáfio pela coragem de
enfrentar o perigo no dia dos
mortos. "Aqui jaz o
Santa" não fica bem, isso
é epitáfio de terceira
divisão. Que tal, "Morreu
bem penteado?" Edelson vai
adorar.
Não vai
acontecer nada disso. Hoje, o
Santa vai ressuscitar. Givanildo,
na boca do túnel, gritando para
os seus Lázaros,
"levanta", e eles com
medo do Viagra que o antidoping
pode acusar. Mas tem que
levantar, pelo menos a cabeça.
Se acontecer, a torcida vai
animar, aplaudir e gritar que a
cobrinha está arretada, botando
pra quebrar. Hoje é tudo ou
nada, o time não pode é broxar.
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