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- -Jornal do Commercio - Recife, 01 de novembro de 1998 |

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HISTÓRIA
Rodovia
Asa Branca é o retrato do caosHá 14 anos, os então
governadores de Pernambuco e
Ceará, Roberto Magalhães e
Gonzaga Mota, reuniram-se em cima
da Serra do Araripe para
inaugurar o último trecho
asfaltado da BR-122, exatamente
na divisa entre os dois Estados.
Naquela ocasião, "em mangas
de camisa", os dois
governadores batizaram-na com o
nome de Rodovia Asa Branca, para
homenagear o rei do baião, Luiz
Gonzaga, que também estava
presente à solenidade e devolveu
a homenagem compondo uma música
com o mesmo nome da rodovia. Mais
de uma década depois, a imagem
festiva deu lugar ao caos.
Buracos assassinos, cercas
perigosamente colocadas junto a
acostamentos inexistentes e
muitos animais trafegando na
pista, fazem parte do cenário
que não honraria sequer um
plebeu, quanto mais um rei. Ao
todo, são 205 quilômetros,
pontilhados por cruzes e marcados
por tragédias, que encobrem as
belezas da paisagem. A repórter
Cláudia Parente, correspondente
em Exu, percorreu os quilômetros
da BR, para mostrar o seu estado
de abandono e suas
peculiaridades, como o buraco que
mata, o magnetismo que faz carro
andar sozinho e o medo de quem
anda às suas margens.
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