- -- - - - - - - - - - - -- - - - - - - -Jornal do Commercio - Recife, 29 de outubro de 1998

TOULOUSE III
Passeios fluviais revelam um outro perfil da poética cidade

Um capítulo à parte da visita à cidade de Toulouse são, sem dúvidas, o rio Garonne e o canal do Midi. O Garonne corta a cidade e, na perspectiva de Dorival Caymmi - na sua música que diz que os rios do Recife são cortados por pontes coloniais - esse rio é cortado por pontes medievais de inigualáveis belezas.

A Pont-Neuf, a mais antiga, foi a precurssora na ligação entre o hoje Hôtel-Dieu Saint-Jacques (administração do Centro Hospitalar e Universitário de Toulouse), e o centro da cidade. Esse prédio é uma impressionante edificação medieval, onde funcionou um asilo e hospital de soldados atingidos nas dezenas de batalhas encampadas pelos franceses.

As margens pavimentadas do Garonne são um convite a um passeio ou mesmo a uma boa espreguiçada depois da refeição, sobre a grama e sob o sol ameno. Vários barcos fazem passeios turísticos pelo rio, de onde se pode ver a cidade de um ângulo encantador.

O canal do Midi (patrimônio mundial), que desagua no Mar Mediterrâneo, já foi um dos maiores fatores de desenvolvimento da região, quando, em plena Idade Média, foi construído para facilitar o transporte do "pastel", uma semente de onde se estraía a coloração de tecidos e que era uma especiaria na época.

Hoje, o canal do Midi, apesar de não ter mais essa importância comercial, permanece como um convite a um passeio bucólico. É experimentar para nunca mais esquecer. (R.R.)


     

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