TOULOUSE III
Passeios
fluviais revelam um outro perfil
da poética cidadeUm capítulo à parte da
visita à cidade de Toulouse
são, sem dúvidas, o rio Garonne
e o canal do Midi. O Garonne
corta a cidade e, na perspectiva
de Dorival Caymmi - na sua
música que diz que os rios do
Recife são cortados por pontes
coloniais - esse rio é cortado
por pontes medievais de
inigualáveis belezas.
A Pont-Neuf, a
mais antiga, foi a precurssora na
ligação entre o hoje
Hôtel-Dieu Saint-Jacques
(administração do Centro
Hospitalar e Universitário de
Toulouse), e o centro da cidade.
Esse prédio é uma
impressionante edificação
medieval, onde funcionou um asilo
e hospital de soldados atingidos
nas dezenas de batalhas
encampadas pelos franceses.
As margens
pavimentadas do Garonne são um
convite a um passeio ou mesmo a
uma boa espreguiçada depois da
refeição, sobre a grama e sob o
sol ameno. Vários barcos fazem
passeios turísticos pelo rio, de
onde se pode ver a cidade de um
ângulo encantador.
O canal do Midi
(patrimônio mundial), que
desagua no Mar Mediterrâneo, já
foi um dos maiores fatores de
desenvolvimento da região,
quando, em plena Idade Média,
foi construído para facilitar o
transporte do "pastel",
uma semente de onde se estraía a
coloração de tecidos e que era
uma especiaria na época.
Hoje, o canal
do Midi, apesar de não ter mais
essa importância comercial,
permanece como um convite a um
passeio bucólico. É
experimentar para nunca mais
esquecer. (R.R.)