ORIENTE
Os
muitos perfis da exótica
Tailândiapor CLEIDE CAVALCANTE
Agência Estado
Exótica,
alegre, mística... Assim é a
Tailândia. Templos budistas
dividem espaço com construções
modernas, enquanto elefantes
cruzam as ruas congestionadas ao
lado de carros Toyotas e Hondas.
E não se surpreenda se de
repende aparecer um monge
fumando, é apenas uma daquelas
coisas que não dá para explicar
neste lado do globo. Falando em
religião, em novembro acontece
mais um festival sagrado
tailandês. Sem dúvida, visitar
a Tailândia é mais do que fazer
uma viagem é, no mínimo, viver
uma aventura inesquecível.
Esta é uma boa
época para ir para a Tailândia.
É que no inverno, entre novembro
e março, a temperatura costuma
ser mais agradável. No verão,
chove muito. O país recebe, em
média, oito milhões de turistas
das mais diferentes
nacionalidades que vão em busca
da magia tailandesa. Coisa que
só pode ser explicada realmente
por quem já esteve lá.
A capital
Bangcoc (cujo significado é
Cidade dos Anjos) é o mais
perfeito exemplo de ecletismo
cultural e social. O trânsito é
caótico, motos, ônibus,
bicicletas e centenas de
"tuc-tuc" (triciclos
motorizados - uma versão moderna
das antigas charretes puxadas por
homens) lotam as ruas
praticamente todo o dia. Sem
contar o grande número de
camelôs que andam de um lado
para o outro com suas mercadorias
expostas em cestas penduradas
numa vara de bambu. O resultado
é muita poluição no ar. O
Chinatown é bem desenvolvido,
abriga cerca de 11% dos
habitantes da cidade, e é o
lugar certo para comprar
souvenirs bem baratinhos. Claro,
há os restaurantes chineses, que
podem ser boa opção para variar
o cardápio.
A religião
predominante é o budismo, e
Bangcoc é conhecida por guardar
alguns dos mais bonitos templos
do mundo. O turista vai ouvir
muito a palavra "vat",
que tem um significado bem amplo.
A primeira tradução seria
templo, mas para o tailandês vat
também pode representar fé,
educação e respeito ao mundo
dos mortos. É nos templos que se
pode entrar em contato com a
verdadeira essência da cidade e
seu povo.
São milhares
espalhados por todo lado,
aproximadamente 30 mil no país.
O mais visitado é o Vat Po. Em
seu interior, a suntuosa imagem
do Buda Deitado, com 46 metros de
comprimento, 15 de altura e
banhado a ouro, surpreende. Outro
exemplo de devoção é a
escultura do Buda de Esmeralda,
feita em jade (pedra garimpada na
cidade vizinha, Birmânia), do
suntuoso Vat Phra Keo. O Vat
Saket, chamado pelos habitantes
de "a montanha
dourada", também vale ser
incluído no passeio. Longe de
qualquer luxo, o Vat Phunket tem
uma história curiosa.
Diz a lenda que
ele foi construído em homenagem
a um monge eremita que andava
pelas florestas acompanhado por
tigres e outros bichos. Na
verdade, o templo fica dentro de
uma enorme caverna cheia de
morcegos e macacos. Em seu
interior, há uma grande imagem
do buda semi-deitado. Os budistas
acreditam que esta é a posição
que representa a aproximação do
nirvana, ou seja, o estado
iluminado.
Em muitos vats
os monges ensinam a milenar
massagem tailandesa. Entretanto,
em Bangcoc a fronteira entre o
sagrado e o profano é cada vez
mais tênue. A prostituição é
tão comum quanto a venda de
flores no mercado central. É
quando a técnica oriental de
massagem, usada para a cura do
corpo e da mente, ganha
movimentos eróticos nas centenas
de casas de massagens,
especialmente numa região
conhecida como Pat Pong. Nesta
mesma área fica o paraíso dos
artigos falsificados, como
relógios, calculadoras e
eletroeletrônicos.
Voltando ao
lado religioso, as danças
folclóridas, com dançarinas
graciosas e devidamente
paramentadas, são imperdíveis.
Com movimentos ritmados, cada
gesto expressa um significado
específico. Mesmo sem entender
essas coisas, o espírito do
espetáculo é o que importa.
Não deixe de
ver uma autêntica luta de boxe
tailandês em estádios como o
Lumpini e o Ratchadammoen. Os
tailandeses são fanáticos por
jogos e não perdem tempo nas
apostas. Vale entrar no clima, se
você gosta deste tipo de
diversão. Depois, vá conhecer a
Mansion, erquida pelo rei Rama V,
em 1901. É o maior palácio de
madeira do mundo.
Às margens do
caudaloso Rio Chao Phraya - que
atravessa Bangcoc - fica a sede
do antigo Reino do Sião. Ao
longo do rio, onde se espalha uma
infinidade de casas, desfilam
calmamente camponeses em suas
simples embarcações.
Experimente alugar um barco e
fazer um passeio pelo rio, é
barato e vale a pena pela
paisagem. Outro rio conhecido é
o Menam, ou Rio dos Reis.
No roteiro dos
viajantes, não pode ficar fora,
além dos vats, lugares como o
Museu Nacional, que exibe o
melhor da arte tai; o
Narayanaphand, um centro de
artesanato; e algumas cidades do
interior. Ao norte, a cidade de
Chiang Mai, a segunda maior do
país, é o destaque. Dizem que
é lá que vivem as mais bonitas
mulheres da Tailândia. Quem
desejar contemplar belezas
naturais, deve seguir até Mae
Hong Son, ou Cidade da Neblina,
localizada num imenso vale.