SOLUÇÃO
Má
postura no assento do carro
motiva dores na região lombarDurante 11 anos
dirigindo, em média, 14 horas
por dia, o taxista Wladimir
Barros queixava-se de dores nas
costas. O problema diminuiu com
alguns minutos de descanso entre
uma corrida e outra e a prática
de exercícios regulares, nos
finais de semana. "Hoje em
dia não sinto mais nada",
garante ele. Resolvido o estresse
ocasionado pelas longas horas ao
volante, as dores lombares do
taxista, possivelmente, só lhe
deram uma trégua. Wladimir
dirige com o banco reclinado para
trás, tendo que afastar o corpo
do encosto para colocar as mãos
no volante. Tal posição implica
no tensionamento da coluna
cervical (região do pescoço),
transformando-se em crônica.
A má postura
é a principal causa do
aparecimento de deformações na
coluna, problema que tem levado
muita gente às clínicas de
ortopedia. Dentro desse contexto,
os vícios posturais relacionados
com a maneira incorreta de sentar
no banco do automóvel, têm a
sua contribuição. "São
cada vez mais freqüentes os
pacientes que se queixam de dores
lombares e cervicais ao
dirigir", afirma o
cirurgião e ortopedista,
Guilherme Cerqueira. Se não for
realizado um tratamento ou não
se tomar medidas para correção
postural, como conseqüência, ao
longo do tempo, o motorista
ganhará um bico de papagaio.
Por sua vez, os
assentos dos automóveis, na
avaliação do médico, não são
os mais adequados para a perfeita
acomodação das costas.
"Alguns deixam a região
lombar reta e a curvatura do
banco não acompanha a da
coluna", enfatiza ele. Os
bancos também suportam peso
acima de sua capacidade (que é
de 70 a 80kg) e posições que
levam ao desgaste maior da
espuma. "O ideal é trocar
de banco quando isso
acontece", sugere Guilherme
Cerqueira.