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SEM
SAÍDA (III)
Atual
legislatura não realizou ações
para cassar parlamentaresBRASÍLIA
- Se for cassado, o deputado
Sérgio Naya será o primeiro
parlamentar a ser punido pelo
atual Congresso. Depois da posse
da atual legislatura, em 1995,
nenhum deputado teve sua
cassação autorizada, apesar de
várias denúncias de
irregularidades, como nos casos
dos deputados Marquinhos Chedid
(PSD-SP), Pedrinho Abrão
(PTB-GO) e Chicão Brígido
(PMDB-AC).
As acusações de atos
irregulares levaram, no máximo,
ao pedido de renúncia feito
pelos deputados Ronivon Santiago
e João Maia, ambos do Acre,
acusados de vender seu voto a
favor da aprovação do projeto
da reeleição. Antes de
renunciarem, os dois foram
expulsos do PFL, mas escaparam de
perder seus mandatos.
O primeiro deputado envolvido
em denúncias foi Marquinhos
Chedid, acusado de cobrar
dinheiro de donos de bingos para
não envolvê-los nas
investigações sobre operações
irregulares dessa atividade.
Chedid foi absolvido da
acusação pelo plenário. O
deputado Pedrinho Abrão também
foi investigado pela Câmara,
acusado de ter cobrado um
porcentual para, como relator
Setorial de Orçamento, incluir o
pedido de recursos para uma obra.
Um dos acusadores de Abrão
foi o próprio ministro do Meio
Ambiente, Gustavo Krause. A
cassação de Abrão chegou a ser
considerada certa, mas o antigo
líder do PTB conseguiu, graças
a negociações políticas,
retardar o andamento do seu
processo. Até hoje, o plenário
da Câmara não votou o caso de
Abrão. O deputado mandou um
telegrama para Sérgio Naya se
solidarizando.
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