................................................................ -........-Jornal do Commercio, Recife, 04 de março de 1998
  BARRETO CAMPELLO (III)
Penitenciária registrou cinco rebeliões em apenas dois anos

por WANESSA CAMPOS
Departamento de Pesquisa

A Penitenciária Professor Barreto Campelo é de segurança máxima no Estado. Sua capacidade carcerária foi construída para 400 detentos, mas atualmente ela abriga mais de mil. Em dois anos, cinco rebeliões foram registradas.

Em abril de 96, cerca de 150 presos da Barreto Campelo promoveram uma rebelião, deixando dois detentos feridos. O conflito começou após o almoço, motivado por um roubo de relógio. A direção do presídio não conseguiu localizar o autor e os presos do Pavilhão C se revoltaram e promoveram um arrastão, invadindo os Pavilhões D e E na hora do jantar. Os rebeldes estavam armados com porretes e chuços.

Em 7 de março de 97, os presos voltaram a se rebelar após a transferência de quatro detentos para outras unidades, inclusive para Caruaru e Arcoverde. Os removidos, eram considerados líderes do último conflito. Os detentos reagiram gritando, batendo nas grades e ameaçando arrancar as barras dos Pavilhões B e C. Na ocasião, o clima estava tenso devido os assassinados ocorridos na penitenciária. Segundo a direção, os crimes foram motivados pela disputa de liderança.

No dia 6 de junho de 97 a manhã foi agitada na Barreto Campelo, diante da possibilidade de uma nova rebelião. A insegurança no presídio aumentou com a saída de 18 PMs. Eles faziam a segurança interna e foram substituídos por 13 agentes penitenciários que foram trabalhar sem armas e com a tarefa de controlar os 1.038 presos mais perigosos do Estado.

Na madrugada de 11 de junho de 97 houve roubo nas celas praticados pelos detentos e ameaça de rebelião. Logo cedo, os presos dos Pavilhões B,C, D e E, resolveram se vingar dos ladrões e tentaram matar os acusados. A direção do presídio retirou os 10 presos que lideravam o movimento, normalizando a situação.

Em 25 de junho, uma briga entre dois grupos, resultou em outra rebelião. Os presos atearam fogo nos colchões das celas e explodiram quatro botijões de gás. A briga, envolveu 30 presos, deixando três feridos, além de uma clima tenso. O movimento cessou com a chegada do Batalhão de Choque a PM.

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