BARRETO
CAMPELLO (III)
Penitenciária
registrou cinco rebeliões em
apenas dois anospor WANESSA CAMPOS
Departamento de Pesquisa
A Penitenciária Professor
Barreto Campelo é de segurança
máxima no Estado. Sua capacidade
carcerária foi construída para
400 detentos, mas atualmente ela
abriga mais de mil. Em dois anos,
cinco rebeliões foram
registradas.
Em abril de 96, cerca de 150
presos da Barreto Campelo
promoveram uma rebelião,
deixando dois detentos feridos. O
conflito começou após o
almoço, motivado por um roubo de
relógio. A direção do
presídio não conseguiu
localizar o autor e os presos do
Pavilhão C se revoltaram e
promoveram um arrastão,
invadindo os Pavilhões D e E na
hora do jantar. Os rebeldes
estavam armados com porretes e
chuços.
Em 7 de março de 97, os
presos voltaram a se rebelar
após a transferência de quatro
detentos para outras unidades,
inclusive para Caruaru e
Arcoverde. Os removidos, eram
considerados líderes do último
conflito. Os detentos reagiram
gritando, batendo nas grades e
ameaçando arrancar as barras dos
Pavilhões B e C. Na ocasião, o
clima estava tenso devido os
assassinados ocorridos na
penitenciária. Segundo a
direção, os crimes foram
motivados pela disputa de
liderança.
No dia 6 de junho de 97 a
manhã foi agitada na Barreto
Campelo, diante da possibilidade
de uma nova rebelião. A
insegurança no presídio
aumentou com a saída de 18 PMs.
Eles faziam a segurança interna
e foram substituídos por 13
agentes penitenciários que foram
trabalhar sem armas e com a
tarefa de controlar os 1.038
presos mais perigosos do Estado.
Na madrugada de 11 de junho de
97 houve roubo nas celas
praticados pelos detentos e
ameaça de rebelião. Logo cedo,
os presos dos Pavilhões B,C, D e
E, resolveram se vingar dos
ladrões e tentaram matar os
acusados. A direção do
presídio retirou os 10 presos
que lideravam o movimento,
normalizando a situação.
Em 25 de junho, uma briga
entre dois grupos, resultou em
outra rebelião. Os presos
atearam fogo nos colchões das
celas e explodiram quatro
botijões de gás. A briga,
envolveu 30 presos, deixando
três feridos, além de uma clima
tenso. O movimento cessou com a
chegada do Batalhão de Choque a
PM.
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