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DENÚNCIA
MP
acusa Fundac de irregularidadesO
Ministério Público vai entrar
com uma ação civil pública
contra o Governo do Estado para
investigar irregularidades no
processo de internamento de
menores que cometeram atos
infracionais graves. A ação é
direcionada, principalmente, para
apurar responsabilidades da
Fundação da Criança e do
Adolescente (Fundac), que,
durante o Carnaval, recusou-se a
receber menores que haviam sido
presos por praticarem delitos
graves. No inquérito civil,
serão investidas também as
condições precárias em que se
encontram, hoje, as celas da
Diretoria de Polícia da Criança
e do Adolescente (DPCA), onde os
menores infratores ficam
apreendidos, provisoriamente,
até serem encaminhados para as
unidades da Fundac.
Na última segunda-feira, a
promotora do Ministério Público
Janeide de Oliveira realizou uma
visita de inspeção às duas
celas da DPCA e constatou as
condições precárias do local.
"A falta de higiene é
total. Existem várias
inscrições nas paredes feitas
com fezes e o cheiro de urina é
insuportável. As dependências
parecem mais um porão infecto.
Não deveriam nem ser chamadas de
celas", afirmou. Antendendo
à solicitação do MP, ontem, à
tarde, o Instituto de
Criminalística realizou uma
perícia nas duas celas da DPCA
para comprovar a insalubridade do
local.
REPERCUSSÃO - Ao tomar
conhecimento da ação do
Ministério Público (MP), o
secretário da Segurança
Pública, João Arraes, não
escondeu seu descontentamento.
"Acho que o Ministério
Publico tem coisas mais
importantes para fazer. Se
tivesse procurado a secretaria,
onde sempre teve livre trânsito,
ficaria sabendo que a
recuperação das celas da DPCA
está dependendo apenas da
liberação de recursos, porque
já existe convênio firmado
nesse sentido", disse.
João Arraes garante que a
reestruturação da DPCA, bem
como a de outros prédios
públicos que também necessitam
de reformas, será iniciada assim
que o Governo do Estado receber
os recursos referentes à
antecipação da venda da
Companhia Energética de
Pernambuco (Celpe). A presidente
da Fundação da Criança e do
Adolescente (Fundac), Ana Lira,
não foi encontrada, no final da
tarde de ontem, para comentar a
ação do Ministério Público.
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