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MERCADO
FINANCEIRO
Nova
TR amplia ganhos da poupançaA
poupança vai voltar a ser
atrativa para o investidor
tradicional. Ontem, o Banco
Central (BC) divulgou o novo
redutor da Taxa Referencial (TR)
para março, de 1,0135% - menor
que o redutor que vigorou em
fevereiro, de 1,0163%. Segundo os
técnicos do BC, um redutor menor
significa uma TR maior e,
conseqüentemente, uma maior
rentabilidade para as cadernetas
de poupança.
Com o novo redutor, a TR sobe
de 0,4771% - de 2 de fevereiro a
2 de março - para 1,0004% no
período de 2 de março a 2 de
abril, com o rendimento da
poupança no dia 2 saltando para
1,5054%, muito mais que o
rendimento creditado no
aniversário anterior da
caderneta, que foi de 0,9795%.
O rendimento maior de março,
entretanto, só será creditado,
de acordo com a data de
aniversário das cadernetas, no
mês de abril. É que a TR,
divulgada diariamente pelo BC
para determinado dia, vale para o
período dos próximos 30 dias, a
mesma coisa ocorrendo com a
poupança. Agora, no início de
março, está sendo creditado nas
contas de poupança a TR apurada,
diariamente, no mês anterior.
Enquanto o impacto nos saldos
das cadernetas de poupança é
positivo, a nova TR terá um peso
maior para os financiamentos
imobiliários. Os saldos
devedores e a prestação mensal
passarão a ter uma correção
maior do que o que foi registrado
em fevereiro.
"Este é um dilema
antigo. Estimular a poupança ou
o mutuário", pondera o
diretor financeiro do Bandepe,
Jorge Carvalho, que faz parte da
diretoria da Associação
Brasileira de Crédito
Imobiliário e Poupança
(Abecip). Segundo Carvalho, uma
das preocupações da
instituição atualmente é
encontrar uma forma de equacionar
o problema. O diretor de Bandepe
não teme que o aumento da TR
provoque um incremento nos
níveis de inadimplência.
"Este é um fenômeno
provocado pela taxa de juros, que
é muito alta".
Na opinião do gerente de
mercado do Escritório Regional
da Caixa Econômica Federal
(CEF), Jorge Pedro, com o
anúncio de ontem o BC corrige um
"acidente de percurso",
que foi a TR de fevereiro.
"Considerando o desempenho
da TR desde de dezembro, podemos
dizer que o efeito da medida nos
saldos devedores foi
positivo", afirma. Nestes
meses, o indexador passou de
1,3085% em 1º de dezembro para
0,9200% em 1º de março.
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