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MERCADO
FINANCEIRO (II)
Alteração
não traz impacto sobre os
financiamentos habitacionaisO
impacto da nova TR nos
financiamentos imobiliários não
chega a preocupar os empresários
do setor. A expectativa do
mercado é que o indexador atinja
os níveis praticados antes do
pacote de ajuste fiscal, lançado
em outubro. "O volume de
saque registrado em fevereiro
não foi bom para a construção
civil, pois reduz os recursos
disponíveis para o
financiamento", argumenta o
empresário Francisco Bacelar.
Até o dia 25, segundo dados
do Banco Central, mais de R$ 3,06
bilhões já tinham saído da
caderneta. "A TR, assim como
os juros, demonstram uma
tendência de queda", afirma
Bacelar. De acordo com os
empresários da construção
civil, a alteração não deve
atrapalhar a realização de
negócios. "As pessoas hoje
procuram mais o plano direto com
o construtor", afirma o
empresário Antônio Carrilho,
vice-presidente do Sindicato da
Indústria da Construção Civil
de Pernambuco (Sinduscon-PE).
Segundo Carrilho, a TR é uma
taxa de política monetária que
não atende às necessidades dos
clientes. "O INCC, que
reflete os preços dos insumos da
construção, é a melhor taxa
para a correção dos
financiamentos para compra de
imóveis", garante.
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