............................................................. ..........-Jornal do Commercio, Recife, 04 de março de 1998
  MERCADO FINANCEIRO (II)
Alteração não traz impacto sobre os financiamentos habitacionais

O impacto da nova TR nos financiamentos imobiliários não chega a preocupar os empresários do setor. A expectativa do mercado é que o indexador atinja os níveis praticados antes do pacote de ajuste fiscal, lançado em outubro. "O volume de saque registrado em fevereiro não foi bom para a construção civil, pois reduz os recursos disponíveis para o financiamento", argumenta o empresário Francisco Bacelar.

Até o dia 25, segundo dados do Banco Central, mais de R$ 3,06 bilhões já tinham saído da caderneta. "A TR, assim como os juros, demonstram uma tendência de queda", afirma Bacelar. De acordo com os empresários da construção civil, a alteração não deve atrapalhar a realização de negócios. "As pessoas hoje procuram mais o plano direto com o construtor", afirma o empresário Antônio Carrilho, vice-presidente do Sindicato da Indústria da Construção Civil de Pernambuco (Sinduscon-PE).

Segundo Carrilho, a TR é uma taxa de política monetária que não atende às necessidades dos clientes. "O INCC, que reflete os preços dos insumos da construção, é a melhor taxa para a correção dos financiamentos para compra de imóveis", garante.

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