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RESTRIÇÃO
BNDES
reduz recursos de privatizaçãoRIO
- As antecipações de
receita para Estados por conta da
privatização estão da mira do
governo. Essas operações, que
começaram em 1995 com a Cemig,
de Minas Gerais, já somam R$ 1,5
bilhão, que foram desembolsados
pelo BNDES para sete
governadores. Agora, o banco quer
reduzir essas operações. Desde
meados de 97, quando a
instituição fechou acordo com o
Rio Grande do Norte para a
privatização da Cosern, não
houve outra operação desse
tipo. O único processo previsto,
no momento, é o da
privatização da Celpe, da ordem
de R$ 700 milhões. Amanhã, a
minuta do contrato para
liberação destes recursos para
Pernambuco, passará por uma
última análise, numa reunião
entre representantes do Governo
do Estado e técnicos do BNDES,
no Rio de Janeiro.
A primeira parcela do
empréstimo a Pernambuco, no
valor de R$ 150 milhões deverá
sair logo assim que o contrato
for aprovado e passar pela
apreciação dos ministérios das
Minas e Energia e da Fazenda. A
segunda parcela - de R$ 150
milhões - deve ser paga no dia 6
de abril e depende da
publicação do edital de
licitação de contratação das
empresas que avaliarão o
patrimônio da estatal, na
próxima sexta-feira.
Segundo o chefe do
departamento de Operações de
Energia Elétrica do BNDES,
Evandro Coura, a Coelce (CE),
será privatizada sem
antecipação de receita por
parte do banco. Ele disse que
estão de fora do processo
Paraíba, Santa Catarina,
Paraná, Minas Gerais e
Maranhão. Paraná e Minas não
venderam o controle de suas
empresas de energia elétrica,
apenas uma parte das ações. O
Maranhão tentou fechar uma
operação de antecipação com o
BNDES, mas problemas na
Constituição estadual
prejudicaram o processo. A
Paraíba está contratando uma
consultoria para fazer a
avaliação da empresa e não se
sabe se terá a antecipação do
BNDES.
DEMANDA - O BNDES, que
em 97 teve orçamentos e
financiamentos recordes, enfrenta
em 98 um excesso de demanda por
crédito para investimentos que
podem superar o orçamento
previsto de R$ 17 bilhões. Além
disso, a estratégia de
incentivar a privatização do
setor elétrico estava ligada à
necessidade de investimentos no
setor. O banco temia um colapso
de energia com o crescimento da
economia e com a falta de
recursos dos governos para
aumentar a capacidade de
geração e modernizar suas
empresas de eletricidade.
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