............................................................. ..........-Jornal do Commercio, Recife, 04 de março de 1998
  EMPRÉSTIMOS
Estados Unidos liberam só US$ 3,5 bi para FMI

WASHINGTON - O Senado norte-americano só aprovará de imediato US$ 3,5 bilhões de um total de US$ 18 bilhões solicitado pelo presidente Bill Clinton para o Fundo Monetário Internacional (FMI), disse ontem o senador Mitch McConnell, diretor do subcomitê do Congresso de operações no exterior. Segundo o senador, esses US$ 3,5 bilhões serão canalizados para os fundos de empréstimos de emergência (Novos Acordos de Empréstimos-NAB), aos quais o FMI pode recorrer, nos casos de graves crises.

Mas será preciso esperar pela participação norte-americana de US$ 14,5 bilhões no aumento de capital do FMI (cota), segundo o senador. Ele explica que este total só deverá ser considerado no orçamento de 1999. O secretário de Tesouro, Robert Rubin, defendeu o financiamento imediato ao FMI, cujas reservas foram agravadas pelos enormes empréstimos feitos aos países da Ásia em crise.

"Temos necessidade deste dinheiro o mais rápido possível, porque o FMI não tem recursos suficientes para administrar uma outra crise - embora com poucas probabilidades de acontecer. É de nosso interesse que esta vulnerabilidade dure menos tempo possível", declarou Robert Rubin.

Em relação ao pedido de uma contribuição adicional de US$ 14,5 bilhões, Rubin destacou que o Congresso deve ter tempo e oportunidade de avaliar tanto as aplicações do FMI quanto a dos beneficiários dos grandes empréstimos recentemente negociados. Segundo ele, as fontes normais de financiacimento do FMI estão se aproximando de um nível historicamente baixo.

Rubin disse que atualmente o FMI tem US$ 45 bilhões não comprometidos, mas só cerca de US$ 15 bilhões estão disponíveis porque aproximadamente R$ 35 bilhões são guardados como reserva para acomodar as retiradas de fundos pelos Estados membros. Além disso, informou que o FMI tem acesso a apenas US$ 23 bilhões dos Acordos Gerais de Empréstimo de um total de quase US$ 38 bilhões de capacidade de empréstimo.

"Para dar uma idéia da inadequação deste montante, apenas nos últimos seis meses o compromisso do FMI com os programas da Ásia alcançou 35 bilhões", destacou.

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