EMPRÉSTIMOS
Estados
Unidos liberam só US$ 3,5 bi
para FMIWASHINGTON
- O Senado norte-americano
só aprovará de imediato US$ 3,5
bilhões de um total de US$ 18
bilhões solicitado pelo
presidente Bill Clinton para o
Fundo Monetário Internacional
(FMI), disse ontem o senador
Mitch McConnell, diretor do
subcomitê do Congresso de
operações no exterior. Segundo
o senador, esses US$ 3,5 bilhões
serão canalizados para os fundos
de empréstimos de emergência
(Novos Acordos de
Empréstimos-NAB), aos quais o
FMI pode recorrer, nos casos de
graves crises.
Mas será preciso esperar pela
participação norte-americana de
US$ 14,5 bilhões no aumento de
capital do FMI (cota), segundo o
senador. Ele explica que este
total só deverá ser considerado
no orçamento de 1999. O
secretário de Tesouro, Robert
Rubin, defendeu o financiamento
imediato ao FMI, cujas reservas
foram agravadas pelos enormes
empréstimos feitos aos países
da Ásia em crise.
"Temos necessidade deste
dinheiro o mais rápido
possível, porque o FMI não tem
recursos suficientes para
administrar uma outra crise -
embora com poucas probabilidades
de acontecer. É de nosso
interesse que esta
vulnerabilidade dure menos tempo
possível", declarou Robert
Rubin.
Em relação ao pedido de uma
contribuição adicional de US$
14,5 bilhões, Rubin destacou que
o Congresso deve ter tempo e
oportunidade de avaliar tanto as
aplicações do FMI quanto a dos
beneficiários dos grandes
empréstimos recentemente
negociados. Segundo ele, as
fontes normais de financiacimento
do FMI estão se aproximando de
um nível historicamente baixo.
Rubin disse que atualmente o
FMI tem US$ 45 bilhões não
comprometidos, mas só cerca de
US$ 15 bilhões estão
disponíveis porque
aproximadamente R$ 35 bilhões
são guardados como reserva para
acomodar as retiradas de fundos
pelos Estados membros. Além
disso, informou que o FMI tem
acesso a apenas US$ 23 bilhões
dos Acordos Gerais de Empréstimo
de um total de quase US$ 38
bilhões de capacidade de
empréstimo.
"Para dar uma idéia da
inadequação deste montante,
apenas nos últimos seis meses o
compromisso do FMI com os
programas da Ásia alcançou 35
bilhões", destacou.
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