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MICROSOFT
Gates
nega acusações de práticas de
monopólioWASHINGTON
- O diretor-executivo da
Microsoft, Bill Gates, negou
ontem as acusações de práticas
monopolísticas e disse que não
pretende instalar pedágios na
Internet para obter vantagens.
"A Microsoft não tem o
monopólio do negócio de
desenvolvimento e licenciamento
dos sistemas operacionais de
computadores", afirmou o
milionário em depoimento ante a
Comissão de Justiça do Senado
dos EUA.
Um de seus principais
concorrentes, Scott McNealy,
presidente da Sun Microsystems,
ameaçou, durante o mesmo
encontro com parlamentares,
entrar com ações judiciais para
impedir que a Microsoft continue
adotando uma posição
monopolística. O outro grande
rival de Gates, Jim Barksdale, da
Netscape, porém, alegou que sua
empresa não poderia se dar ao
luxo de contestar judicialmente a
gigante dos softwares. Mas acusou
Gates de usar "práticas
ilegais para intimidar os
fabricantes de computadores e
obrigá-los a instalar o Internet
Explorer, navegador do sistema
Windows 95".
Em seu discurso de abertura
dos trabalhos, Gates descartou a
possibilidade de a Microsoft
dominar a Internet por meio de
seu sistema Windows 95. Segundo o
milionário, "a rede não
pode ser controlada ou
interrompida, pois está
constantemente alterando uma
série de ligações ou
conexões". Na reunião com
os parlamentares, Gates afirmou
que não integrar as funções de
Internet ao seu sistema
operacional Windows seria como
"vender um automóvel sem
ar-condicionado ou sem
pneus".
Convidado a apresentar uma
avaliação isenta dos problemas,
o especialista Stewart Alsap, da
revista Fortune, observou que a
atual legislação antitruste
está ultrapassada e não é
eficaz no controle das práticas
industriais do setor de
softwares. Por isso, ele sugeriu
a adoção de novas regras
intermediárias, entre as normas
que hoje se aplicam aos setores
de telefonia e transportes
aéreos, com uma legislação
mínima e alguns acordos entre
empresas.
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