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MARKETING
(II)
Gráficas
amargam os prejuízosHá
menos de dois meses em vigor, a
lei que proíbe panfletagens nas
ruas do Recife já começou a
afetar o faturamento da maioria
das gráficas da cidade. O dono
da Gráfica Dois Irmãos, Edvaldo
Tavares, que chegava a produzir
cerca de 100 mil panfletos e
folhetos por mês, conta que nos
últimos 45 dias já contabilizou
uma queda de 70% nos pedidos
desses materiais. "Já
estamos numa época de crise e
com a lei as coisas pioraram
ainda mais", reclama
Tavares.
De acordo com ele, a empresa
da qual é proprietário, que já
tem 30 anos de atividades, nunca
teve um movimento tão baixo
quanto de meados de janeiro para
cá. "A queda no meu
faturamento ficou em torno de
25%", completa ele. Robson
de Lemos, da GCL Gráfica e
Editora, revela também que
sentiu uma pequena queda no
número de pedidos para
confecção de folhetos.
Segundo Lemos, a princípio
ele achou que a redução havia
ocorrido devido ao período de
Carnaval, mas depois do período
detectou que as solicitações
não voltaram a ser feitas.
"Praticamente zeraram esses
pedidos, desde fevereiro. A queda
no nosso faturamento chega a 15%.
Com a chegada das eleições,
época de maior movimento para
esse tipo de material, os
prejuízos serão grandes",
atesta.
"O diretor da Reproart
Gráfica e Editora, Ulisses
Magalhães conta que, até a
aprovação da lei, produzia
entre 60 mil e 100 mil panfletos
por semana. Depois disso, a
redução foi assustadora. Ele
acredita que, mesmo correndo o
risco de serem multados, alguns
candidatos a cargos públicos
irão continuar lançando mão
dos panfletos e
"santinhos" para serem
eleitos. Se isso acontecer,
Ulisses acredita que as empresas
do mercado gráfico voltem a
melhorar seus faturamentos.
A diretora administrativa da
Intergraf, Danielle Mendonça,
conta que o forte da empresa não
são os folhetos e panfletos, mas
materiais promocionais. Admite,
no entanto, que houve uma pequena
diminuição nos pedidos de
encartes que são distribuídos
nas ruas. De acordo com Danielle,
o setor irá sentir uma maior
perda nos pedidos de panfletos e
folhetos quando se aproximar mais
eleições. "Deve-se partir
para materiais como
calendários", acredita.
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