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TRANSPORTES
CFN
terá terminal ferroviário em
SuapeO
consórcio vencedor da Malha
Nordeste, liderado pela holding
Taquari pertecente ao empresário
Benjamim Steinbruch, vai investir
na economia pernambucana R$ 350
milhões no transporte
ferroviário nos próximos três
anos. Os investimentos serão
feitos em toda a rede e, inclui,
também a construção de trechos
da Ferrovia Transnordestina e a
construção de um terminal
ferroviário no Porto de Suape,
com custo aproximado de R$ 8
milhões.
Segundo Bittencourt, os
investimentos a serem gastos em
Pernambuco na Transnordestina
vão permitir uma modificação
do cenário de transportes no
Nordeste, com a possibilidade de
ligação entre regiões como o
Norte de Minas, Oeste da Bahia,
além de um melhor escoamento da
produção, principalmente grãos
(milho e soja). O trecho, por
exemplo, de Petrolina a
Salgueiro, com 231 quilômetros,
vai custar R$ 129 milhões, com
previsão de início para o 2º
semestre deste ano.
Já a recuperação da
via-permanente entre Recife e
Salgueiro, com 595 quilômetros,
custará R$ 21 milhões. Estudos
anteriores realizados pelo
governo federal previam gastos
superiores em três vezes mais.
Na parte de recuperação de
locomotivas e vagões da
Transnordestina o custo equivale
a R$ 87,5 milhões. "Para
viabilizarmos os grandes
investimentos no Estado,
precisamos investir em
transportes e
infra-estrutura".
Segundo o presidente da CFN,
os recursos para os investimentos
vão ter como parceiros a
BNDESPar, o IFC - braço
financeiro privado do Banco
Mundial - Governo de Pernambuco e
Fundos de Pensão. Isso será
possível através da abertura de
capital da CFN. "As
soluções estão sendo
encontradas", disse
Bittencourt. O restante (50%),
disse ele, serão financiados
através do Fundo de Investimento
do Nordeste (Finor), por meio do
artigo 9º, onde a empresa pode
investir parte de seu Imposto de
Renda devido na própria empresa.
IMPASSE - Apesar dos
investimentos previstos a CFN
desde que assumiu o controle da
malha Nordeste demitiu 500
funcionários e pretende fechar
alguns terminais ferroviários. A
razão, segundo Bittencourt, é
que a empresa (ex-RFFSA) amargava
uma receita menor do que a
despesa, em torno de 50%.
Cálculos da diretoria da empresa
estimam que a arrecadação em
dezembro do ano passado foi de R$
1,8 milhão contra R$ 3,8
milhões com folha de pagamento e
despesas administrativas.
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