............................................................. ..........-Jornal do Commercio, Recife, 04 de março de 1998
  TRANSPORTES
CFN terá terminal ferroviário em Suape

O consórcio vencedor da Malha Nordeste, liderado pela holding Taquari pertecente ao empresário Benjamim Steinbruch, vai investir na economia pernambucana R$ 350 milhões no transporte ferroviário nos próximos três anos. Os investimentos serão feitos em toda a rede e, inclui, também a construção de trechos da Ferrovia Transnordestina e a construção de um terminal ferroviário no Porto de Suape, com custo aproximado de R$ 8 milhões.

Segundo Bittencourt, os investimentos a serem gastos em Pernambuco na Transnordestina vão permitir uma modificação do cenário de transportes no Nordeste, com a possibilidade de ligação entre regiões como o Norte de Minas, Oeste da Bahia, além de um melhor escoamento da produção, principalmente grãos (milho e soja). O trecho, por exemplo, de Petrolina a Salgueiro, com 231 quilômetros, vai custar R$ 129 milhões, com previsão de início para o 2º semestre deste ano.

Já a recuperação da via-permanente entre Recife e Salgueiro, com 595 quilômetros, custará R$ 21 milhões. Estudos anteriores realizados pelo governo federal previam gastos superiores em três vezes mais. Na parte de recuperação de locomotivas e vagões da Transnordestina o custo equivale a R$ 87,5 milhões. "Para viabilizarmos os grandes investimentos no Estado, precisamos investir em transportes e infra-estrutura".

Segundo o presidente da CFN, os recursos para os investimentos vão ter como parceiros a BNDESPar, o IFC - braço financeiro privado do Banco Mundial - Governo de Pernambuco e Fundos de Pensão. Isso será possível através da abertura de capital da CFN. "As soluções estão sendo encontradas", disse Bittencourt. O restante (50%), disse ele, serão financiados através do Fundo de Investimento do Nordeste (Finor), por meio do artigo 9º, onde a empresa pode investir parte de seu Imposto de Renda devido na própria empresa.

IMPASSE - Apesar dos investimentos previstos a CFN desde que assumiu o controle da malha Nordeste demitiu 500 funcionários e pretende fechar alguns terminais ferroviários. A razão, segundo Bittencourt, é que a empresa (ex-RFFSA) amargava uma receita menor do que a despesa, em torno de 50%. Cálculos da diretoria da empresa estimam que a arrecadação em dezembro do ano passado foi de R$ 1,8 milhão contra R$ 3,8 milhões com folha de pagamento e despesas administrativas.

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