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PORTOS
Suape
ganha novo modelo de operaçãoO
governo de Pernambuco deverá se
associar a uma empresa ou
instituição estrangeira para
fazer a revisão da planta de
Suape. Ontem, dois executivos da
Rimsa Participaciones
Internacionales, do Grupo Rimasa,
apresentaram uma primeira
proposta para realizar essa
atualização do porto
pernambucano. "Vários
portos espanhóis estão
interessados nesse projeto",
falou Angel Blanco, diretor geral
da Rimsa, companhia espanhola que
desenvolveria o projeto num
consórcio formado com outras
firmas.
Os portos que têm interesse
em trocar tecnologia com Suape
são os seguintes: os de Cádiz,
Valencia, Barcelona, Sagunto e de
Algeciras. A proposta que a
empresa ofereceu ao governo é de
fazer a revisão da planta de
Suape, sem ônus para o governo,
e depois disso atrair
investimentos internacionais para
o porto, segundo Sérgio Guerra,
secretário de indústria,
comércio e turismo de
Pernambuco.
A revisão da planta constrói
um novo modelo para Suape,
incluindo os novos investimentos
que irão para o local e dotando
o porto de uma estrutura e
tecnologias necessárias para a
atração de novos investimentos.
Guerra afirmou que deverá
encaminhar o pedido da empresa
para o governador Miguel Arraes
na próxima semana. Segundo ele,
existe outra "instituição
internacional de primeira
linha" interessada em fazer
a revisão da planta de Suape.
"Até o final do mês,
deveremos decidir qual das duas
fará o projeto", afirmou
ele.
A intenção do consórcio
espanhol é fazer a revisão da
planta do porto, adequando a
estrutura para os novos
investimentos como uma
termelétrica e outras
"indústrias
estratégicas". Por exemplo,
caso seja instalada uma
siderurgia em Suape, o porto
deveria ter uma parte da sua
estrutura para receber e
transportar a matéria-prima e o
produto fabricado pela empresa.
"Estamos fazendo um
projeto parecido na China",
falou Blanco. O executivo estava
acompanhado por Paulo Gustavo
Cunha, vice-presidente da Fiepe -
Federação das Indústrias de
Pernambuco. "A tendência da
navegação agora é que sejam
construídos grandes portos
internacionais, que recebem as
mercadorias e distribuem por
cabotagem para os portos
regionais", explicou Paulo
Gustavo Cunha.
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