GASTRONOMIA
Zafferano
reabre lucrando com parceriasO
restaurante Zafferano reabre
amanhã em novo endereço - saiu
de Casa Forte e foi para o Pina -
apostando nas parcerias para
diminuir seus gastos com a
preparação de um novo ambiente
e decoração. Saem lucrando com
as parcerias não só os quatro
proprietários do
estabelecimento, mas também os
seus parceiros, que ganham em
publicidade.
A mudança está custando aos
sócios cerca de R$ 30 mil,
segundo cálculos de Jadir
Albuquerque, o responsável pelas
finanças da casa. Ex-militar da
Aeronáutica, ele acredita que as
economias com as parcerias ficam
em torno de R$ 15 mil. A Adroaldo
Imports cedeu os tapetes para a
decoração, a Pisos Eliane deu
os porcelanatos para o piso e a
loja A. Carneiro entrou com os
tecidos para as toalhas de mesa e
os forros para os sofás. A
empresária Julieta Queiroz
concedeu os arranjos de flores
tropicais e a arquiteta Fernanda
Dias, a ambientação do local.
A iniciativa de formar
parcerias com outras empresas foi
uma idéia lançada por Flávia
Godoy, outra sócia do Zafferano.
A primeira parceria da casa,
feita ainda no antigo endereço,
foi com a Doppio Decorações e
Presentes, de propriedade de
Edileusa Chagas Gomes. Ela foi
uma das decoradoras a expor
peças de sua loja no espaço
criado pelo donos do restaurante
com a idéia de renovar
mensalmente sua decoração. De
acordo com Edileusa, sua loja
passou a receber um maior número
de clientes após esse acordo.
"Os clientes do Zafferano
vão a minha loja trocar os
vales-brindes que ganham lá. E
mesmo que não comprem eles vêem
os produtos que tenho a
oferecer", afirma Edileusa.
Ela também é parceira do
restaurante na sua mudança.
Tanto Flávia Godoy quanto
Edileusa são unânimes ao
afirmar que esse tipo de parceria
só pode ser feito com pessoas
que sejam garantia de trabalho em
conjunto. "Não é
simplesmente distribuir o folder
do parceiro. É identificar o
comprador potencial daquele
produto", afirmam.
COZINHA ITALIANA -
Inaugurado em outubro de 1996, o
Zafferano é um restaurante de
cozinha italiana, que oferece aos
seus clientes tantos os
tradicionais pratos, como a
lazanha e o raviole, quanto os
pratos finos. Os outros dois
proprietários do estabelecimento
são Paolo e Elaine Gonneli. Ele
um ex-executivo da Souza Cruz no
Rio de Janeiro e ela
dona-de-casa. Eles são os
únicos com experiência neste
ramo. A família de Paolo possui
um restaurante de comida italiana
no Rio.
A saída do restaurante de
Casa Forte para o Pina (no antigo
Chez George), um dos principais
pólos de diversão de Recife é
explicado pelo fato de a maioria
de seus freqüentadores morarem
na Zona Sul. "Outro motivo
para a mudança é ser a área
cosmopolita. Casa Forte é um
bairro residencial de classe
média no qual seus moradores
costumam sair para jantar em
outros lugares", explica
Flávia Gogoy. "Foi uma
ousadia sairmos de lá e virmos
para cá".
Com esta "ousadia"
Jadir Albuquerque espera reduzir
o tempo de recuperação dos
gastos realizados com a abertura
do restaurante em 96, cerca de R$
120 mil. "A previsão é
recuperarmos esse gasto em três
anos, mas se aqui tudo ocorrer
como esperamos esse tempo poderá
diminuir", diz Albuquerque.
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